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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Monte de ruínas.

“Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou sua tenda; ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor.” Gen.12:8
A caminhada de Abraão é uma figura da nossa caminhada. Também nós, um dia, saímos de nossa casa e de nossa parentela, a caminho da terra prometida: a Jerusalém celestial. Também nós temos o dever de ser uma bênção para todos que se aproximarem de nós. Abraão, um dia teve que decidir: ou Betel ou Ai. Felizmente, ele optou por Betel, que significa “casa de Deus”. Bete = casa e El =Deus. Ai, por sua vez significa um “montão de ruínas”.
Duas cidades estavam defronte a Abraão: Betel, que no passado se chamava Luza, ou Luz ficava ao Ocidente e Ai, ao Oriente. Abraão morou nos campos de Betel. Jacó também optou por Betel e ali estabeleceu sua morada, após deixar seu sogro Labão, em obediência à voz de Deus. Obedecer à voz do Senhor teu Deus e habitar na Casa de Deus, Betel, ou optar pelo mundo, que é “Ai”?
Há muitas pessoas que estão secularizando a Igreja do Senhor, buscando seus próprios interesses, fazendo o que quer, como acontece no mundo! No mundo ninguém busca a direção de Deus! Eles fazem o que lhes apraz e deleitam-se com os desejos de seu próprio coração! Estas escolhem  “Ai”...! A Igreja do Senhor é um conjunto de pedras, edificadas com harmonia e interligadas uma à outra! Em 1 Pe. 2: 5, lê-se: “...também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”.
Neste texto o Apóstolo declara e enfatiza 4 coisas importantíssimas: 
Nós somos pedras vivas.
Deus edificou com as pedras, uma “casa espiritual.”
O objetivo de Deus é estabelecer um “reino sacerdotal”.
Deus determinou que esse “reino sacerdotal” ofereça “sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, através de Jesus Cristo”.
Se nosso dever é oferecer “sacrifícios”, é bom saber que nossa carne será muitas vezes contrariada! Nem sempre faremos aquilo que nos dará prazer e gosto! Porém, se estivermos conscientizados de nosso honroso papel de Sacerdotes do Deus Altíssimo, tudo faremos com alegria, sem queixas, nada nos será pesado e entendendo bem isto, a nossa carne aquietar-se-á, pois, categoricamente, não daremos lugar ao diabo.
Atente para a expressão: “sois edificados”. O Espírito de Deus foi enviado para edificar, exortar e consolar. Esse é o papel da Palavra viva e ungida pelo Espírito Santo! Nós não podemos fugir desta realidade! Antes precisamos nos entregar, genuinamente, totalmente e sem reserva de domínio algum, nas mãos de Deus, para que Ele cumpra Seu propósito em nós e através de nós, alcançando assim muitas vidas para Jesus! Oramos o “Pai- Nosso”, muitas vezes, automaticamente, como uma reza! Não atentando para essa frase contundente: “seja feita a Tua vontade aqui na Terra, ó Senhor, como ela é perfeitamente feita nos Céus”! Acabamos de orar e imediatamente impomos a nossa vontade e fazemos coisas que não estão nos planos do Senhor! Comece a analisar suas opções: Tem escolhido Betel ou Ai? Como está sua vida pessoal? Saiba que ela reflete o seu universo espiritual! 
Você tem se sentido uma pedra viva, que expressa vida na sua família, no seu trabalho, na sua Igreja local e
no reino de Deus também? Tem consciência de que o Reino está dentro de Você, como explicitou Jesus? Pois se tem essa certeza e convicção, pode declarar que você está habitando em Betel, como fez Abraão e seu neto Jacó, no passado. O Apóstolo Paulo ainda foi mais longe quando disse: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós”?1Co.3: 16. Isto quer dizer você é Betel, casa de Deus. Mas, se você anda descontente e agitado, com dúvidas, reclamando de muitos e criticando tudo, se não vê frutos e arrasta sua vida e seu ministério inconformado e indeciso, perturbado e sem convicção, até mesmo nas coisas elementares, é provável que você esteja em Ai. E pior que estar é ser. Ser “Ai” é ter sua mente desorganizada e desequilibrada. É ser um monte de pedras amontoadas!
Pense nisto e posicione-se com mais firmeza, no Corpo de Cristo e assim poderá dar frutos, que certamente saltarão para a Vida eterna. 
Finalmente, leia 2 Pe. 3: 14-18 e ore pedindo a Deus que esta Palavra se cumpra em sua vida! O Apóstolo declara coisas sérias neste texto. Vejamos:    
1. Empenhe-se (quer dizer: faça força) por ser achado por Jesus em Paz, sem mácula e irrepreensível.
2.  A longanimidade de Jesus Cristo é a razão de nossa Salvação.
3. Seja cauteloso(a) para não ser contaminado(a) e arrastado(a) pelo erro dos (das) insubordinados(as).
4. Não decaia da sua própria firmeza. Quer dizer: vigie para não se enfraquecer! Cuidado para não cair, pois, está escrito: “quem está de pé, cuide para que não caia.” Não se sinta superior aos outros. Seja mais humilde, vigie mais!
Cresça na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, isto é, cresça no Amor!
Vigiar e orar, ter sabedoria e prudência e buscar a direção do Senhor, é o que necessitamos nos dias atuais, a fim de que ninguém nos perturbe e engane e, contaminando,  arraste-nos fora do Caminho! 
Que Deus o ilumine e lhe dê a Paz de Cristo, que o mundo não pode dar!

Pastora Aline C. Mattar

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A lei da Liberdade.

“Aquele que considera, atentamente, a lei perfeita, lei da liberdade e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas, operoso praticante, esse será bem aventurado no que realizar”. Tiago 1:25.

A pessoa vai levando a vida, estuda, trabalha, casa, gera filhos, passeia, viaja, faz compras, vai à Igreja, entrega fielmente os dízimos e ofertas, seus impostos e contas estão absolutamente em dia, não gasta mais do que ganha, tem estabilidade financeira, a vida quase nunca lhe prega peças, enfim, faz suas orações e cumpre seus momentos devocionais; quando a coisa aperta faz uma campanha, faz retiros, sobe ao Monte, faz vigílias e jejuns...Mas, a rotina é inexorável e os dias passam como sombras... O que há de errado nisto? Nada de errado! Mas, o que faz a diferença é o enfoque que damos aos nossos dias! Qual é a nossa prioridade? Trabalhar, viver, gerar filhos, ter uma vida estável e digna, num contexto, absolutamente controlado e vigiado. Mas, aí é que está a questão! A ilusão de ter tudo sob controle, bem administrado nos mínimos detalhes tem suas exigências! Essas criam muitas pressões, que, na maioria das vezes, nos levam à escravidão. Nós nos tornamos escravos, do trabalho, dos filhos, dos compromissos, do dinheiro, do padrão que escolhemos, do ministério que abraçamos, dos compromissos que criteriosamente agendamos e, assim por diante! E acabamos por nos tornar escravos da nossa carne! E a carne começa a guerrear contra os voos do Espírito! E daí, a frustração entra como um ladrão, sorrateiramente, e vai roubando o que temos de mais precioso! Sabemos que existe uma outra lei que suplanta a lei linear, na qual todas as coisas tem que correr bem, sem nenhum percalço ou solavanco, tudo dentro dos padrões da normalidade equilibrada. Esta outra lei chama-se “lei da liberdade no Espírito”! “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permaneceis firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” Gál. 5:1.
Sou livre para amar, para desmarcar meus compromissos e tirar um dia só para mim! Sou livre para passar algumas horas contemplando o infinito com seus mistérios, sou livre para abraçar alguém que não vejo há muito tempo, sou livre para alçar vôos imaginários, contemplando o invisível! Sou livre para adorar em espírito e em verdade, longe dos templos, dos ritos, dos esquemas e da rigidez da liturgia.
Porque não faço isto sempre? Porque em minha mente batalham conceitos e velhos paradigmas que não consigo quebrar? Eu me obrigo a fazer as coisas certas para ganhar as bênçãos que eu desejo. Eu me obrigo a cumprir todos os princípios estabelecidos, porque, senão, eu vou bater a cabeça. Eu me obrigo a cumprir rigorosamente a lei e os mandamentos, senão dou com o nariz na porta.... Eu me obrigo a ficar de joelhos, suando a camisa, pelo menos 2 horas por dia, senão não vou alcançar as promessas... e, assim por diante!
Sob a “lei da liberdade” eu fico livre para viver o mistério da confiança em Deus! Ele é Soberano e a cada
dia tem me atraído mais, com Suas surpresas, que gosta de preparar, quando nem mesmo posso supor ou desejar. Nessa “lei da Liberdade” nos rendemos ao imprevisível e ao desconhecido! Deus é um Pai que gosta de andar com Sus filhos em novidade do Espírito! Mas, Ele só pode fazer das Suas surpresas, quando estamos de mãos dadas com ele e nos deixamos conduzir para o desconhecido, sem questionar! Que experiências tremendas tenho tido, e como fico perplexa, desde que decidi, romper com a minha vida quadrada e medíocre!
Eu desisti da ilusão de controlar todas as coisas e também os meu liderados. Eles pertencem ao Senhor. Deixei de ser exigente demais comigo e com os outros também. Resolvi dar liberdade de ação aos mais jovens e inexperientes. Estão livres do meu controle. Sinto-me mais leve e bem disposta! Estou mais animada e sinto a expectativa de que alguma coisa muito boa e fora dos padrões vai me acontecer, a qualquer momento.
Nada mais para mim é tão urgente, a ponto de me fazer correr a corrida dos desesperados. Sinto–me serena e cheia de esperança. Dou-me ao luxo de sonhar com dias melhores e com surpresas, que, unicamente, Deus pode me preparar! 
Onde está minha carne com suas tiranas exigências? Já não penso mais nela. Vivo a vida de Deus em mim! Ele é minha única razão de existir! E dEle eu quero tudo! Espero com paciência no Senhor!  Os olhos do meu coração contemplam o verde das matas, o colorido das flores das árvores, os pastos verdejantes e eu, caminhando no meio de ovelhas tranqüilas, bem nutridas e sossegadas...
Vivo meus dias de sonhos, que, certamente, Deus poderá torná-los numa doce realidade! Por que não?
Pense nisso!
Com amor, 

Pra. Aline Castejón Mattar

terça-feira, 22 de julho de 2014

O aroma dos bálsamos.

No livro de Cantares há três versículos que falam sobre aroma: o das vides em flor, o aroma dos bálsamos e dos ventos que sopram nos jardins. 
•“A figueira começou a dar os seus frutos e as vides exalam o seu aroma...” Cant. 2: 13.
•Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma de teus bálsamos, do que toda sorte de especiarias!” Cant.4:10.
•“Levanta-te, vento norte e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim para que se derramem os seus aromas...”. Cant.4: 16.
Podemos ver que no primeiro verso o aroma está intimamente ligado aos frutos, no segundo versículo está ligado ao amor e no terceiro, aos ventos. O que isto significa? O Ap. Paulo declara em 2Co. 2: 14 e 15, que “Cristo nos conduz sempre em triunfo e manifesta, através de nós, o perfume do Seu conhecimento. Porque somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos, como nos que se perdem. Para estes, cheiro de morte e para aqueles, aroma de vida, para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” 
“Pelos frutos conhecereis”, disse Jesus. O cristão fiel dá frutos que saltam para a vida eterna. Ele está ligado à Videira Verdadeira. A “seiva” provém de Jesus, por isso nutre os ramos, para que eles produzam um bom fruto. No Evangelho de João, capítulo 15, isso está muito bem explicado. 
O que dizer do bálsamo? Jesus é bálsamo para os feridos, os machucados, os excluídos e para todo aquele que precisa de alívio. Bálsamo está ligado ao amor, ao refrigério, ao descanso, à paz, bonança e frescor. Só Jesus pode nos dar tudo isso, por isso, diz-se que Ele é o “bálsamo de Gileade!”
Na manhã da ressurreição, as mulheres prepararam bálsamos perfumados para embalsamar o corpo morto de Jesus. Mas, o amor de Jesus foi mais forte do que a morte e triunfou, espalhando o bom perfume do Seu conhecimento, o perfume da vida indissolúvel, que está nEle, e que nos dá a garantia da vida eterna!
E os ventos? Jesus disse que “o vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabe donde vem, nem para onde vai; assim é todo que é nascido do Espírito”. João3: 8.
O vento do Espírito precisa soprar sobre a nossa vida para que possamos espalhar o bom aroma de Cristo, porque em nós não habita bem algum. O fruto de nossa obra se manifesta em aroma de vida, quando o poder do Espírito opera em nós. Se fizermos a obra da carne, o cheiro que vai exalar será de morte. Mas, se fizermos a obra do Espírito, o cheiro será de vida para vida.
Certa vez, no litoral eu vivi uma experiência muito interessante. O vento fresco e agradável do mar soprava no meu jardim, mas, um vento quente, prenúncio de tempestade vinha do norte e lutava para dominar sobre o vento do mar. Aquilo durou um bom tempo e eu fiquei sentindo na minha pele aquela “guerra”. Diz a Palavra que o vento norte é figura do mal. Quem iria prevalecer? Mas, em dado momento, cessou o vento norte e a brisa suave e fresca inundou o ambiente. Que alívio!!! Pensei: o bem sempre vence o mal!!!
Assim é a vida! Temos momentos de guerra e momentos de paz. Vivemos experiências dolorosas que são difíceis de suportar. Mas, também temos momentos de refrigério e alegria. Tudo passa! Tudo tem um começo, meio e fim!!! Bom é compreender os ditames da vida e melhor ainda é conhecer a Palavra de Deus que tem respostas para todas as coisas. Bom é poder espalhar o aroma suave das ofertas pacíficas do nosso amor a Deus e à Sua Palavra e do conhecimento de Cristo em nós; não mais oferecendo bolos de farinha, azeite e incenso, mas podendo apresentar os nossos corpos por sacrifício vivo e santo, agradável a Deus, num Culto racional. 
E você? Que aromas tem espalhado em sua vida? Por onde você passar deixará um perfume no ar! E é justamente esse perfume que fará a diferença. Que todas as suas ações e gestos venham acompanhados do aroma do bálsamo do amor de Cristo Jesus.
E que o vento do Espírito Santo sopre sobre a sua mente, revelando ao seu coração muito mais do que eu coloquei neste papel. E, que os seus frutos sejam sazonados e perfumados, como a florada dos frutos magníficos que foram criados por Deus. 
Que o Senhor o abençoe ricamente!
Com todo amor da

Pra Aline Castejón Mattar

A visão

“Não havendo profecia (visão), o povo se corrompe.”
Prov. 29: 18b.
Desde os tempos remotos, Deus fala com Seu povo. Muitas vezes falou por sonhos, outras vezes por visões e ainda pela boca dos profetas. Observamos que, na maioria das vezes, eram visões estranhas e difíceis de serem decifradas. Os homens ficavam espantados e amedrontados. Eu me recordo do servo Jó, que contendendo com Deus, assim se expressou: “...então, me espantas com sonhos e com visões me assombras.” Jó 7: 14
Na antiguidade, Deus conduziu Israel com braço forte para cumprir, integralmente, o Seu propósito de origem. O salmista declarou: “Outrora falaste em visão aos teus santos e dissestes: a um herói concedi o poder de socorrer; do meio do povo, exaltei um escolhido.” Sl. 89:19.
Hoje não é diferente, porque temos Jesus, o escolhido das Nações, que tem o poder de nos socorrer! Deus continua imutável no seu propósito inicial e nada, nem ninguém impedirá o Seu agir. Deus olha a humanidade com uma visão específica: Ele vê Seu povo como um todo, Ele vê os eleitos, a multidão dos salvos, que formam a Sua Igreja universal, que estão sendo lavados no sangue do Cordeiro, o Seu Filho amado, em quem Ele tem todo prazer. Hoje temos a Palavra de Deus, consumada por Jesus na Cruz do Calvário, e ela precisa nos bastar. Tudo já foi escrito, nada podemos acrescentar, nem cortar, apenas precisamos cumprir e praticar sempre, aquela que é o nosso mais nobre legado. O final do livro de Apocalipse contém uma severa exortação, referente à Palavra de Deus: “se alguém lhe fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos nesse livro. E, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro dessa profecia, Deus tirará a sua parte na árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas nesse livro” Ap. 22;18 e 19. Terrível, não?
Em toda Palavra de Deus, a visão é clara, desde Gênesis até Apocalipse. Tudo já foi declarado e nada há que se possa acrescentar. Fico pensando em muitos profetas neopentecostais, que trazem profecias sem base alguma na Palavra de Deus e o perigo que isso traz às igrejas. Sejamos sensatos! Toda profecia precisa ter uma base bíblica. Ademais, Deus já falou todas as coisas concernentes à nossa salvação e santificação. Agora, cabe a nós o estudo e a meditação diária das escrituras sagradas, para conhecermos mais profundamente e prosseguirmos em conhecer como exortou o Profeta Oséias. 
Quanto às demais nações, com seus costumes e tradições, deuses e ídolos, hábitos e maneiras de viver, não são levadas em conta, no que diz respeito aos planos de Deus, para o cumprimento do Seu propósito inicial. Mas, é claro, que, precisamos pregar o evangelho a toda criatura e não nos esquecer nas nossas orações dos países onde a maioria adora outros deuses.
Lamentavelmente, hoje, são poucos os que têm uma visão consoante com o plano de Deus. Vemos a grande maioria dos que se dizem servos, buscando seus próprios interesses e deleites, correndo à sua própria casa, como profetizou Ageu e agindo apenas visando lucros e oportunidades. E, quando pilham uma “oportunidade”, mostram a vida forte da carne, que ainda não foi crucificada com suas emoções à flor da pele. Essas pessoas são carentes de entendimento e de luz, carentes de bom senso e de visão do Reino de Deus. Esses, como diz Isaias, “erram na visão e tropeçam no juízo”. Estes se embriagam, não com o vinho, mas, com suas próprias ilusões e vaidades. 
O profeta Isaias descreve, magistralmente, a cegueira espiritual e a hipocrisia do povo, no capítulo 29: 9-16. E é disso que estamos falando. “Visto que esse povo se aproxima de mim e com sua boca e com seus lábios me honram, mas, o seu coração está longe de mim e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deste povo; sim, obra maravilhosa e um portento, de maneira que a sabedoria dos sábios perecerá e a prudência dos prudentes se esconderá. Ai dos que escondem, profundamente, o seu propósito do Senhor e as suas próprias obras fazem às escuras e dizem: quem nos vê? Quem nos conhece?”
O fogo purificador do Senhor já está acesso e quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito está falando à Igreja. Pela boca do Profeta Zacarias, Ele disse: “Farei passar a terça parte pelo fogo e a purificarei como se purifica a prata e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome e eu a ouvirei: direi é meu povo e ela dirá: O Senhor é meu Deus.”  Precisamos suportar essa tratativa que não é outra senão o Batismo de fogo a que se referiu João Batista. Cf. Mat.3:11.
Que você e eu sejamos contados entre esta terceira parte, que se deixará purificar e provar como se prova o ouro e a prata escolhida; e que possamos deixar o Senhor nos tratar, segundo a Sua palavra e propósitos. Que não sejamos como cegos, que guiam outros cegos... Precisamos clamar para que o Espírito do temor de Deus seja derramado nas mentes e nas almas. Que a visão do Reino de Deus seja clara para nós! E que, finalmente, saia de nossa boca apenas aquilo que for para edificação do Corpo de Cristo, na Terra.
Com amor,
Pra. Aline Castejón Mattar.   

Deus cuida de você...

“Pleiteaste, Senhor, a causa da minha alma e remiste a minha vida”. Lam. 3:58.
Certa vez, eu li num devocional: “a esperança não é a última que morre e, sim, a que sempre vive” ... Eu gostei do conceito, porque Jesus é a nossa esperança e Ele vive e reina para sempre. Em minha vida já passei por muitos momentos de aflição, provei grandes angústias, desalentos, decepções e agonias de alma. Mas, o Senhor Deus sempre veio e continua vindo em meu auxílio, entrando com providência na hora certa e me dando os escapes nos momentos de grande pressão.  A angústia é um estado de alma muito doloroso, que impede as pessoas de avaliarem claramente as situações, para poderemos tomar decisões acertadas. Pessoas angustiadas perdem o ânimo, o sentido da vida e, algumas, até chegam a desejar a morte.
O Profeta Jeremias foi um homem que experimentou profunda angústia em sua vida: provou muita solidão; chorou por Jerusalém e por Judá; chorou pelos pecados e pela ruína do povo; chorou pela idolatria e pela infidelidade de Israel. Deus lhe deu visões terríveis e revelações estarrecedoras, porém, não obstante a sua dor, o Profeta nos deixou palavras de esperança, que hoje podem vir sobre nosso peito como bálsamo de esperança. Assim ele declarou: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias se renovam a cada manhã. Grande é a Sua fidelidade” Lamentações 3:22,23. 
Se você crer nessas palavras, certamente será consolado. Pense comigo: será que a sua dor é maior do que a dor que o Profeta Jeremias sentiu? Será que você tem o direito de perder a esperança, queixar-se de sua sorte e desertar de seu posto? Será que é saudável você viver reclamando de tudo? Saiba que Jesus é a esperança da glória. Por isso, é também a nossa esperança viva. Ele nos dá a força necessária para suportarmos as dores e males que nos assolam a cada dia. Jesus é o nosso socorro bem presente nas nossas tribulações. Saiba que somos vulneráveis às doenças, dores, tristezas, males de toda natureza e, acima de tudo, ao pecado que é latente em nós. Quando essas coisas nos assolam somos tentados a desistir da carreira proposta, a ficar revoltados com tudo e até com Deus e caímos em depressão, profundamente fragilizados. 
É muito comum ouvirmos depoimentos de pessoas que perderam a fé, e se revoltaram por conta de alguma doença grave, negócios mal feitos, que desencadearam em pobreza; desemprego, um casamento desfeito, uma traição, enfim, coisas que pertencem à essa vida e que pode acontecer a qualquer um. Pergunto-lhe: há coisas em sua vida que estão em suas mãos resolver? Pois, então, resolva e livre-se da angústia e da opressão. Mas, lembre-se de que existem coisas que estão somente nas mãos de Deus. Precisamos confiar nEle e aprender a esperar, porque são tratativas duras que os filhos de Deus precisam passam. Deus sabe de todas as coisas! Ele é um Pai muito amoroso e Seu desejo é permanecer conosco por toda a eternidade. Precisamos entender as circunstâncias de nossa vida. Jó é um exemplo de servo fiel e temente a Deus. Quem diria que Satanás iria reclamar a sua vida e que o próprio Senhor Deus iria consentir nessa coisa bárbara? Pois bem, saiba que Deus é soberano em Suas decisões e não presta conta de Seus feitos a ninguém. Ele tem Seus critérios e age de acordo com o Seu querer! Ele é DEUS! No fim de tudo, após ter passado no doloroso e trágico teste, Jó compreendeu o agir de Deus e, assim, foi duplamente abençoado pelo Senhor!!! Quanto a nós, graças a Deus, que temos Jesus, basta clamarmos, e Ele se faz presente nas
nossas fragilidades. Grande Deus! Amamos o Senhor, porque Ele está nas tempestades de nossa vida. Temos que nos lembrar sempre disso!!!
Você tem sentido angústias e apertos, você tem sido humilhado diante dos seus, você está desalentado e não vê saída para a sua dor? Saiba que a Palavra de Deus lhe diz: “tenha bom ânimo! Jesus é a sua viva esperança.” Ele não falha jamais, porque assumiu a sua causa e redimiu a sua vida para lhe dar muitas vitórias!!! Afinal, será que há alguma coisa difícil para o Senhor? 
Pense nisso, e descanse no maravilhoso amor de Cristo!
Com carinho, 
Pra. Aline Castejón Mattar

A bênção da segunda chance...

“.....se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar
 e orar e me buscar e se converter dos seus maus caminhos....” 2Cro. 7: 14.

Deus é infinitamente paciente conosco e nos perdoa sempre. Todas as vezes que nos arrependemos e, sinceramente curvamos nossa dura cerviz diante de Sua vontade soberana, Ele nos dá um novo começo. Freqüentemente, nós, os cristãos, cometemos falhas, desanimamos, desviamos e deixamos de perseverar em nossa caminhada. Ou, então, temos nossa vida bloqueada por alguma razão alheia à nossa vontade. Mas, mesmo assim, graciosamente o Senhor nos dá uma segunda chance, um novo começo, uma nova oportunidade.
Foi assim com Joquebede, a mãe de Moisés. Seu filho precisava ser afastado dela por ordens superiores, mas, Deus providenciou uma nova chance e ela pode  criar o seu filhinho querido.(Ex. 2:7-9). 
Miriã, a profetisa também recebeu nova chance quando Deus a perdoou de seu espírito rebelde e a curou da lepra (Nm. 12: 10-15). 
Nabucodonosor, rei de Babilônia virou um animal, viveu no campo, coberto de pelos, comendo capim e uivando como um bicho. Até que reconheceu o poder do Altíssimo Deus! O Senhor lhe concedeu uma nova oportunidade de apresentar-se a Ele com temor e tremor. E ele voltou a reinar. 
Sansão perdeu muitas oportunidades de ser fiel e cumprir seu mandato de juiz com sabedoria. Mas, pediu uma última chance e Deus lhe concedeu. 
Raabe, a meretriz teve uma segunda chance de abraçar o Rei de Israel, ser temente a Deus. Por isso, Deus lhe concedeu muito mais: deu-lhe a honra e o privilégio de fazer parte da linhagem do Messias. 
Paulo perseguia e matava os cristãos. Pois Jesus lhe apareceu na estrada de Damasco e lhe deu uma nova chance e ele se tornou o grande Apóstolo dos gentios. 
A viúva de Naim recebeu a bênção de conviver novamente com seu filho, que, depois de morto foi ressuscitado por Jesus. (Lc 7: 11-17). 
A mulher pega em flagrante adultério recebeu uma segunda chance para viver uma vida temente a Deus. (Jo. 8: 3-11). 
Dorcas, ressuscitada por Pedro, recebeu nova chance de servir a Deus exercendo seu maravilhoso ministério de misericórdia. 
Abigail, mulher sábia, sensata e digna sofria horrivelmente com Nabal,  homem de coração impenitente e duro como pedra. Pois, Deus lhe deu uma segunda chance de ser feliz e preparou sua união com o rei Davi, homem de coração segundo o coração de Deus! Sam.25: 3-42. Que história tremenda é esta!
O reverente Jó, depois de ser afligido por Satanás, provado por Deus, mas, aprovado por sua atitude de humildade, aceitação e paciência, recebeu uma segunda chance de ter uma vida próspera, feliz, rodeado de filhos e filhas, as mais formosas de toda terra. E ainda Deus lhe deu o dobro de tudo que perdeu. Confira sua história no livro que tem seu nome.
Mas, infelizmente a Bíblia registra inúmeros casos de pessoas que rejeitaram uma segunda chance oferecida por Deus, e, deliberadamente, continuaram em desobediência. 
Caim ouviu 7 perguntas feitas por Deus-Pai. Poderia ter sido verdadeiro e declarado: eu matei meu irmão. Ao contrário, cheio de arrogância e presunção redargüiu: acaso sou guardião de meu irmão? Perdeu a oportunidade, pois nele não houve lugar de arrependimento. 
Por duas vezes Salomão foi advertido por Deus e mesmo assim foi permissivo com suas mulheres pagãs, transgredindo a Palavra do Senhor e deixando a contaminação entrar em Israel.  
Eli, o sacerdote foi exortado pelo Senhor por não corrigir seus filhos desobedientes. Continuou pecando por omissão e trágico foi o seu fim. 
O rei Agripa e sua mulher Berenice tiveram duas chances de se entregarem a Jesus, Mas, o rei afirmou a Paulo: Por um pouco que não me persuades a me fazer cristão. (Atos 26: 28) E ficou no “por um pouco”... Há milhares de Agripas e Berenices, que ficam à beira do caminho e “por um pouco” não se curvam à presença do Senhor. 
Esaú teve oportunidade que lutar pela bênção de sua primogenitura. Mas, o prato de lentilhas falou mais alto em sua alma e embora com lágrimas buscasse sua bênção, perdeu a oportunidade para sempre. 
Mas, de todos o que mais teve chances foi Judas, que até a última hora o Senhor lhe perguntou, bem sabendo o que ia em seu coração. “A que vens, amigo?” 
A misericórdia de Deus e Sua justiça andam sempre juntas e estão em permanente equilíbrio. Mesmo que nós experimentemos as conseqüências temporárias de nossa desobediência e infidelidade, podemos receber perdão, certeza da vida eterna e podemos também, após um tempo de disciplina, determinado por Deus, ter a chance de novamente servi-Lo com unção e poder. 
Nossos pecados estão cobertos com o sangue de Jesus, portanto, temos acesso ao trono da Sua graça e misericórdia. 
Deus nos oferece novas oportunidades sempre, embora nova chance não signifique ausência de conseqüências. A justiça de Deus não impede que a pessoa que cometeu erros no passado não sofra conseqüências, mesmo agora numa vida de reverência e santidade.
A misericórdia de Deus é infinita e Sua clemência dura para sempre. Ele é um Deus perdoador e cheio da Graça. Ele não desiste de nós, nunca!
Pense nestas coisas se seu coração está pesado por gestos, palavras ou atos que tem cometido ou cometeu
voluntariamente ou por ignorância. Sempre há uma nova chance de recomeçar. Derrame sua alma aos pés do nosso amado Redentor, pois Ele está pronto para recebê-lo de braços abertos.
Agarre a sua segunda chance! Não compensa viver “recalcitrando contra os agrilhões”. Isto significa na linguagem popular: não dê murros em pontas de facas, porque quem fica ferido é você...
Pondere este recado e prossiga de cabeça erguida daqui para frente, sem ter do que se envergonhar! E que Deus o abençoe com paz.
Com grande amor,
Pra. Aline Castejón Mattar

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Dia das mães...

Todos os anos escolhemos uma mãe da Bíblia para focalizar seus méritos e testemunho de vida. Já falamos sobre Maria, a mãe de Jesus; Joquebede, a mãe de Moisés; Isabel, a mãe do grande Profeta João Batista; Eunice e Loide, mãe e avó de Timóteo; Ana a mãe de Samuel e tantas outras, Mas, nesse Ano de 2014 a minha homenagem é para minha amada mãe, que completou seus 98 anos de vida. Dirce nasceu dia 1º. de fevereiro de 1916, na cidade de Campinas.
Desde muito cedo, dedicou-se, com afinco, aos estudos de piano. E tornou-se uma excelente pianista, vencendo obras muito difíceis e de grande virtuosidade. Deu muitos concertos e recitais e sempre demonstrou sua técnica e talento, com sucesso. Aos 19 anos, Dirce casou-se com Cândido Dias Castejón, Promotor de Justiça e teve 3 filhas: Syllene, Aline e Celise, que lhe deram 10 netos e 18 bisnetos. Distinguida por suas virtudes morais, por seu equilíbrio em todas as coisas e por sua sensatez, por toda sua vida dedicou-se ao seu lar e à educação de suas filhas, tendo sido uma mulher enérgica, cheia de vigor e determinação. Sua têmpera, indiscutivelmente, é de alguém que sempre soube o que quer e seu caráter ilibado demonstra até o dia de hoje a fortaleza de suas raízes.
Dirce soube viver uma vida equilibrada e modesta. Jamais deixou-se levar por ilusões, arroubos e exageros. Muito econômica, sempre gerenciou as finanças da família, poupando muito mais do que gastando. Generosa com as filhas e netos, sempre deixou de desfrutar consigo, para dar às filhas, até o dia de hoje. Daí sua independência econômica, que a possibilita viver com seus próprios recursos. Aos 46 anos ficou viúva e nunca mais se casou. Foi mulher de um único homem, coisa rara nestes dias...  Admirada por todos da família, Dirce sempre deu exemplo de dignidade e firmeza de propósitos. Linda, com “porte de rainha”, calada e sábia, ela sempre se distinguiu dentre as irmãs, cunhadas e mulheres da sua época. Em 1970, Dirce conheceu o Evangelho de Jesus Cristo e se converteu, congregando na Igreja Evangélica de Pinheiros e serviu a Deus como organista, durante muito tempo. Foi um tempo feliz para ela, que se alegrava de tocar, acompanhar o Coral e frequentar a Escola Dominical. 
O tempo passou e, hoje, minha mãe com 98 anos, por sua vontade própria ainda vive sozinha, no seu “cantinho” com o amparo das ajudadoras, que lhe servem e fazem companhia. Nunca quis dar trabalho para ninguém e sempre enfrentava trabalho pelos outros. O que dizer-lhe nesse “Dia das mães”? Me faltam as palavras, porque tudo que eu já disse ainda é pouco para descrevê-la, homenageá-la e honrá-la como mulher, como esposa,  mãe, irmã e filha. 
Obrigada, minha mãe, pelas noites insones, cuidando de mim e pelas inúmeras vezes que me assistiu nas
doenças, enfermidades e cirurgias. Obrigada por ter sido tão enérgica comigo, sempre apontando para o caminho correto e não permitindo que meus pés resvalassem para o caminho mau. Obrigada pelos lindos vestidos que você costurava para mim, com modelos difíceis, que eu inventava e que a deixava de cabeça quente... Obrigada, mamãe, pelo exemplo de vida e pelos conselhos sensatos que nunca poupou à ninguém.
Hoje, eu a vejo frágil, dependente, anciã de dias, calada, como sempre, mas, sempre  balbuciando e clamando pelo “’Pai do céu” e por Jesus! Que lindo! Você não reclama nada e nem cobra nada de ninguém. Fica feliz quando eu vou vê-la, e, no entanto, não reclama das minhas ausências! 
Eu louvo a Deus por sua vida e agradeço ao Senhor, porque Ele cuidou de todos os detalhes de sua vida. Verdadeiramente viúva, o Pai a tomou para Si e a abençoou com longevidade, saúde e lucidez. Obrigada, Mamãe! Na eternidade, eu sei que uma linda coroa estará reservada para você: a coroa da Vida!
E, de eternidade em eternidade, a Dirce viverá para sempre, galardoada por suas boas obras e suas virtudes de mulher cristã.
Feliz Dia das mães, mamãe! Que Deus a abençoe com a doce presença do Espírito Santo de Deus!

Com grande amor e gratidão, sua filha,

Aline

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A tragédia do desânimo.

“Jesus, vendo a fé deles,disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo;perdoados são os teus pecados.” Mateus 9:2.
O desânimo é um profundo abatimento da alma, que começa roubando a alegria de viver, e, pouco a pouco, elimina as motivações e o entusiasmo, faz o semblante ficar caído e murcho, afeta a saúde física, debilita a alma, enfraquece o espírito, adoece o corpo e pode levar o indivíduo a uma profunda depressão.  Foi isso que aconteceu com o paralítico que morava em Cafarnaum.
Ninguém sabe o nome daquele homem, nem o motivo que o levou a deixar o desânimo assolar o seu ser por tanto tempo! Ele já não acreditava em mais nada. Deu a sua vida por encerrada. Vivia totalmente paralisado e, provavelmente, cheio de dores. Resumindo, ele era um homem fracassado, desmotivado e sem esperança alguma. 
Porém, ele tinha 04 amigos que gostavam realmente dele e, inconformados com aquela situação, insistiram para levá-lo a Jesus. Por isso, carregaram a cama em que o doente estava deitado e rumaram para a casa de Jesus.
Ao chegarem à casa do Senhor, uma multidão já se concentrava, avolumando-se junto às portas e janelas, tentando entrar ou espiar através das janelas, o que impedia a entrada dos demais. Impossível abrir alas para os 04 passarem, ainda mais com um doente deitado na cama! 
Os amigos do paralítico não se deram por vencidos, e, com grande esforço, subiram no telhado, abriram um
grande espaço e desceram a cama bem na frente de Jesus!
Jesus, por sua vez, sentado na sala, contemplava aquela situação, calado. Mas, vendo a fé deles, disse ao paralítico: “tenha bom ânimo, os teus pecados são perdoados”! 
Que maravilha! Jesus atacou o cerne da questão: um “desanimado” precisa primeiro alcançar bom ânimo, até mesmo para ser perdoado e curado!
O desânimo tinha se alastrado por todo ser daquele homem, desencadeando a paralisia tanto do corpo, como da alma e do espírito. Assim, Jesus curou, as 3 dimensões daquele ser, tão somente através de Sua Palavra. Primeiramente a alma, decretando a libertação do desânimo e em seguida o perdão dos pecados. Com isto, a alma ficou livre e o espírito pode entrar em ação! Logo em seguida, Jesus deu a ordem ao corpo: “levanta, carrega a tua cama e vai para tua casa”. É assim que Jesus faz: cura completa e total! 
E você? Anda desanimado? Cuidado! Não deixe o desânimo se infiltrar por sua alma a dentro! Isso poderá desencadear uma paralisia espiritual, que o deixará inerte e inútil! Daí, para você se tornar um paralítico é um passo... Terrível, não é?
Como livrar-se do desânimo? 
Às vezes pode haver uma causa física, como anemia, falta dos minerais, alteração de pressão etc. É preciso verificar consultando um bom médico, que lhe pedira exames específicos. Mas, também, por causa da nossa natureza pecaminosa somos propensos a ficar tristes, pensativos, desanimados, amargurados e apáticos quando somos feridos na alma. No entanto, sabemos que ninguém fica desalentado sem motivo. Sempre há uma causa. Por isso, é necessário vigiar e buscar a causa desse mal. Se ninguém fez nada contra você, mas, se há uma circunstância angustiante, que o torna refém de uma determinada situação, não se desespere!!! Não há mal que sempre dure!  Tudo passa! Mas, se alguém fez algo contra você, libere perdão, incontinente, e comece a declarar os grandes feitos do Senhor, orando e clamando a graça e o poder de Deus para superar a situação; depois expulse o desânimo com as armas do louvor e dê glórias a Deus, em todo tempo. Verá que logo você recuperará a alegria e o entusiasmo. 
E, daqui para frente, ataque o problema logo no início, para que mal maior não lhe sobrevenha! 
Pense nisto com vigilante atenção! 
E que Deus o abençoe com otimismo e fé redobrada.

Com amor,

Pra. Aline Castejón Mattar

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A cura.


A primeira vez que o Senhor Deus Se manifestou como o Deus que cura foi em Êxodo 15:15. Ele declarou: “Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de Seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das quais enviei sobre os egípcios, pois Eu sou “Jeovah  Rafah”, o Senhor que te sara.” Exodo 15:26. Nesse texto Jeovah Rafah faz uma promessa e uma aliança, um acordo com Seu povo.  Mas, Ele coloca uma condição para que todos possam ser sarados: ouvir a Sua voz, praticar a justiça, fazer o que é reto perante o Senhor, atentar aos mandamentos e guardá-los com todo temor e entendimento. O povo de Deus é de dura cerviz. Muitos ouvem, ouvem, mas, nunca chegam ao conhecimento da verdade. Deus deseja encontrar corações quebrantados e contritos, capazes de dar a Ele a prioridade e de servi-Lo com todo amor.

O pecado e as doenças vieram como maldição sobre a raça humana por causa da desobediência de Adão. No plano inicial de Deus para o homem, no Éden, não havia doença, nem morte. “Portanto, com um homem (Adão) entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte; assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram”. Rom.5: 12. Mas, no Calvário, Cristo nos resgatou dessa maldição, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar. Cristo cravou na cruz aquela sentença de morte e por Suas pisaduras fomos sarados e por Seu sangue fomos perdoados de todo pecado e injustiça. O profeta Isaias no seu maravilhoso capítulo 53: 4,5 declara: “Certamente Ele tomou sobre Si nossas enfermidades e nossas dores .... E foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas Suas pisaduras somos sarados.”
A cura divina é real! E é muito importante compreender como devemos buscá-la, em oração. Precisamos saber também que Deus pode permitir que uma doença nos atinja, quando tem um propósito determinado, para testar a nossa fé ou nos provar em alguma área de nossa alma. É o caso de Jó, que o Senhor quis prová-lo na sua integridade para com Deus. “Porque Ele faz a ferida e Ele mesmo ata; Ele fere e as Suas mãos curam.” Jó 5: 18. 
Também pecados não confessados podem gerar enfermidades. Em algumas ocasiões, Jesus não mencionou a doença, mas, disse: “teus pecados são perdoados”, porque a causa da doença estava no pecado. Eliminando-se a causa, cessam-se os efeitos. Ao paralítico de Cafarnaum, Jesus simplesmente disse: “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados”. E ele se levantou, tomou sua cama e foi para casa. 
Podemos afirmar que existem algumas fontes de cura: a cura natural, a medicinal e a divina. Vejamos: 
1. Cura natural - O corpo humano tem em si mesmo uma fonte de cura espontânea. Há enfermidades, como algumas viroses que desaparecem sem medicação alguma, porque a natureza reage com sabedoria e elimina a enfermidade. A febre é uma reação de defesa da natureza contra infecções ou inflamações. Quando Jesus curou o filho do oficial do rei, a febre, que era um sintoma, o deixou. (João 4: 46-54). Assim, foi também com a sogra de Pedro. (Mateus 8:14-17). Devemos cuidar de nosso corpo, sempre buscando o equilíbrio em nosso viver diário. O corpo precisa de uma alimentação adequada e balanceada, muita água, precisa de exercícios físicos, musculação, alongamento, caminhadas, repouso, 8 horas de sono, sol da manhã sem exageros, lazer e entretenimento também. O homem é um ser tripartido: corpo, alma e espírito e tudo deve ser cuidado e tratado quando se fizer necessário. 
A alma também precisa estar em equilíbrio, porque pode se enfermar. O espírito está pronto, mas, a carne (corpo+alma) é fraca por causa de nossa natureza pecaminosa e pode adoecer. É no espírito que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Quando porém, o homem dá lugar ao diabo, seu espírito fica enfermo, abrindo brechas e entradas em seu corpo, que podem alojar demônios de toda espécie. Jesus expulsou os demônios dos corpos de muitas pessoas possessas, curou toda espécie de moléstias e flagelos, deu vista aos cegos, ressuscitou mortos, curou um homem que tinha a mão ressequida, curou leprosos, paralíticos, surdos e mudos, expulsou muito espírito imundo e muitas outras coisas que se fossem escritas não caberiam no mundo todo.
2. Cura medicinal - Jesus não desprezou a cura pela medicina. Ao contrário: “Mas, Jesus ouvindo disse: os sãos não precisam de médico e, sim, os doentes”. Lucas era médico e quando relata as curas feitas por Jesus ele descreve de maneira detalhada, nomeando as doenças, com por exemplo, o homem hidrópico (que sofre de barriga d’água). 
3. Cura divina
No Velho Testamento encontramos alguns símbolos de cura que Deus efetuou no passado. É muito interessante mostrar que no passado as figuras usadas já eram sombra das coisas que haveriam de vir. Lembra-se do caso da serpente de bronze? Ela já prefigurava a cruz do Calvário. No Novo Testamento vemos o ministério de cura de Jesus, depois dos 12 apóstolos, depois dos 70 discípulos e na Igreja Primitiva de forma expressiva e gloriosa.       
Jesus, pelo Seu Espírito Santo outorgou dons aos servos para tudo o que é útil. Algumas curas foram instantâneas e outras gradativas, como a cura do cego de Betsaida, relatada em Mc.8: 22-26.  A Cura
Divina é uma doutrina bíblica que aceitamos com abertura e fé. É Jesus quem cura. E Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Pelo poder de Seu Santo espírito Jesus continua curando toda espécie de doença e enfermidade física e da alma também. Cabe a nós, primeiramente invocar o poder curador de Jesus, não desprezando, outrossim, a ciência e os médicos, pois foi Deus quem deu a esses a capacidade de fazer diagnósticos e tratar dos enfermos com sucesso.      
A ciência está descobrindo novos tratamentos e vacinas para inúmeras enfermidades, antes incuráveis e, agora, cabe a cada um ser grato a Deus por tantos benefícios que temos recebido através de Sua grande misericórdia! 
Creia na cura divina e quando alguma doença ou enfermidade o assaltar, ore, primeiramente, a Deus, e exponha-se à pregação do Evangelho, colocando a sua fé em ação. E a oração da fé é poderosa em seus efeitos.
Deus o abençoe com uma saúde perfeita!

Com amor, 

Pra. Aline 

terça-feira, 15 de abril de 2014

A Festa da Páscoa.

A Festa da Páscoa é a mais importante do Cristianismo, tanto por sua simbologia, como pela riqueza da mensagem. Deus determinou a Moisés, essa festa como “estatuto perpétuo para todas as gerações.” Ex.12:14. A palavra Páscoa significa passagem. Para o mundo é a festa em que se presenteia crianças com coelhinhos de pelúcia, cenoura de feltro e ovos de chocolate. Mas, o que tem a ver coelhos, ovos e cenouras com o imenso sacrifício de Jesus na Cruz? Mas, para os cristãos, verdadeiro sentido da Páscoa é que celebremos a nossa salvação em Cristo Jesus. 
Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.  No mundo antigo, cordeiros eram sacrificados para perdão dos pecados. Mas, o sangue de bodes e cordeiros não perdoa pecados. Por isso, Jesus se fez o “Cordeiro de Deus”, cujo sangue puro e imaculado foi derramado na Cruz para perdão dos nossos pecados. Devemos agradecer de todo nosso coração ao Pai, “que amou tanto o mundo que deu o Seu único Filho para que todo que nEle crer não morra mas, tenha a vida eterna”. 
Páscoa é a passagem da morte para a vida, das trevas para a luz, do engano e da mentira para a verdade, da perdição para a salvação, da idolatria para a adoração ao Deus vivo, Jesus Cristo, Ressurreto, que vive e reina para todo o sempre. Celebre a sua Páscoa com entendimento, com sobriedade e muita gratidão pelo
maior gesto de amor de todos os tempos, pois Jesus se entregou, voluntariamente, para ser o nosso suficiente Salvador! Ame esse Deus amoroso justo e santo, que fez todas as coisas para que você viva eternamente.  Celebre essa Páscoa de 2014 não com o pão do pecado, da imoralidade, da maldade e da malícia e, sim, com os asmos da sinceridade da pureza e da Verdade.
FELIZ PÁSCOA e que Deus o abençoe com muita alegria e PAZ!                                    

Pra. Aline Castejón Mattar 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Crucificação de Jesus.

Jesus estava exausto! Depois do Getsêmani, do julgamento e das longas horas em que foi humilhado, machucado, desprezado e maltratado pelos soldados (Mt. 27:27-31), Ele ainda tinha que carregar Sua cruz pela cidade de Jerusalém. Dada a Sua exaustão, provavelmente, Jesus andava muito devagar, e isso retardava a procissão que o seguia. Simão, o Cirineu, um africano que olhava Jesus passar, foi obrigado a carregar a cruz do Senhor. Talvez as pessoas olhassem Simão, como um criminoso carregando sua cruz. Sem dúvida nenhuma, foi uma situação constrangedora para Simão, mas, que honra Simão terá na eternidade! A princípio, Simão foi compelido a se envolver fisicamente na cruz de Jesus, mas, mais tarde, tudo indica que ele próprio escolheu se apropriar do sentido espiritual da cruz de Cristo. Marcos 15:21 fala dos filhos de Simão, Rufo e Alexandre como homens reconhecidos na Igreja cristã e Paulo menciona Rufo, com grande afeição (Rm. 16:13). Não sabemos o que aconteceu naquele trajeto, mas sabemos que este encontro com Jesus, ainda que nas últimas horas do Senhor nesta terra, fizeram toda a diferença na vida de Simão. E você? É um leitor que apenas observa Jesus passar, sem querer tomar parte em sua cruz ou você escolheu ter parte na cruz de Cristo? Pense nisso com carinho!
Muitas pessoas não sabem que a crucificação de Jesus levou aproximadamente 6 horas. Durante as três primeiras horas, das 9:00 às 12:00h, os soldados repartiram a túnica de Jesus; Ele orou pelos seus inimigos; conversou com ladrão na cruz e por fim, deu as últimas recomendações a João em relação a sua mãe. Das 12h às 15h grandes trevas cobriram a terra (Mt. 27:45). Neste período, Jesus sentiu uma enorme agonia em Seu Espírito. Jesus carregou o pecado da humanidade, sentiu o desamparo do Pai e clamou em alta voz: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (v.46) Antes da crucificação, era costume oferecer ao condenado uma bebida sedativa. Jesus recusou tomá-la (v. 34; Mc. 15:22-23). O propósito do Senhor era terminar o trabalho que o Pai tinha confiado em suas mãos. O cálice do sofrimento deveria ser bebido com toda a sua amargura. 
Os quatro evangelhos e também o Salmo 22:17-18 relatam o episódio das vestes de Jesus. Este fato tem um significado espiritual importante para nós. Nos tempos de Jesus, nenhuma pessoa digna se despia em público. Estar desnudado em público significava humilhação e desgraça, mas um criminoso não tinha direito à privacidade. Jesus sofreu todo tipo de indignidade pessoal. Nem sequer na hora da morte teve algum respeito. Paulo em 2 Co. 8:9, faz menção desta indignidade.O pecado desfigura as pessoas aos olhos de Deus. A visão de Jesus nu na cruz era repulsivo. Isaías 52:14 diz que Jesus estava desfigurado.
Em Mt.27:39-44 podemos constatar que quatro zombarias, por quatro grupos diferentes, foram lançadas com a inspiração satânica, no momento da maior dor de Jesus. A saber: os que passavam pelo local (v.39): “salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus”, ou seja, se você não é um mentiroso, desce daí. Era o que Satanás queria; os principais sacerdotes, escribas e anciãos (v.41): eles atacaram o poder salvador de Jesus “se salva outros, salve-se a si mesmo”; os soldados (Lc. 23:36); os ladrões (Lc. 23:39).)
No verso 44 lemos que as trevas cobriram a Terra, das 6h às 9h. Mas, esse não foi um lamento da natureza
pelo Senhor Jesus ou o julgamento de Deus contra Jerusalém. Não, a Bíblia diz que houve trevas. Essas trevas eram uma parte do inferno. Deus chama o inferno de trevas (Mt. 25:30). Uma das pragas do Egito foi trevas (Ex. 10:21). Trevas representaram o julgamento de Deus sobre o pecado do mundo, que Jesus carregou neste momento na cruz.
No verso 46, Jesus clamou ao Pai: “Meu Deus por que me desamparaste?” E esse foi um clamor de desespero, oração de pedido de ajuda e também um clamor cumprindo uma profecia (Sl. 22:1). Mas acima de tudo, foi um clamor de uma fé inabalável, que proclama a confiança em Seu eterno relacionamento com Deus, e essa, nem o poder da terra, nem o poder do inferno poderiam abalar. Durante as 3 horas que antecedem este clamor, Jesus sofreu em silêncio o julgamento de Deus dos nossos pecados.
E, finalmente, as últimas palavras de Jesus na Cruz foram: “Tenho sede”; “Está consumado” e “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito”. Seu sofrimento tinha chegado ao fim e Seu corpo foi entregue a morte.
E você, diante desse quadro terrível, como se sente? Queira Deus que essa mensagem toque profundamente o seu espírito de maneira tremenda e inigualável e que a sua gratidão e amor por Jesus alcance a proporção gigantesca que deve ter, pois todos nós estamos diante do maior gesto de amor de todos os tempos!

Com amor,                                                                

Pra. Aline Castejón Mattar

quarta-feira, 19 de março de 2014

O bom senso é uma dádiva.

“O bom siso te guardará e a inteligência te conservará para te livrar do caminho mau e do homem que diz coisas perversas”. Prov.2:11,12.
É impressionante como quase não se encontra nos dias de hoje pessoas dotadas de bom senso. No dicionário senso significa qualidade do prudente, do sensato. A sensatez é um grande dádiva e é a virtude daquele que pensa com cautela e precavidamente. O sensato tem juízo (siso), tem equilíbrio em tudo que faz, é regrado e comedido em todas as situações, a saber: no falar, no agir, no gastar dinheiro, no comprar, no comer, no beber, enfim, em tudo que diz respeito à sua vida.
A Bíblia é tão perfeita que o provérbio resumiu, magistralmente, a questão declarando: o bom siso te guardará! Que maravilha saber que os sensatos são guardados do mal, da vergonha, do escândalo, da perplexidade, da incoerência, da rejeição e de todas as dolorosas consequências. 
Vemos, diariamente, acontecimentos graves que poderiam ter sido evitados se as pessoas envolvidas tivessem usado o bom senso, sendo sensatas e prudentes. Parece-nos que, hoje em dia, o bom senso desapareceu de todas as áreas desse mundo. Quanta insensatez nos julgamentos, na política, nos governos, nos relacionamentos e no seio das famílias. A sociedade violenta é a consequência da insensatez que tem imperado em todos os setores da sociedade. 
Como adquirir cada vez mais o bom senso que a Palavra indica? Já no capítulo primeiro de Provérbios podemos ler: “Provérbios de Salomão, filho de Davi e rei de Israel para aprender a sabedoria e o ensino, para entender as palavras de inteligência, para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade; para dar aos simples a prudência e aos jovens conhecimento e bom senso(siso). Ouça o sábio e cresça em prudência...” Prov.1:1-4. E, ainda: “Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso, porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço. Então, andarás seguro em teus caminhos e não tropeçará o teu pé.” Prov.3:21-23. Podemos tirar alguns princípios desses Provérbios que muito irão nos esclarecer e amadurecer. Vejamos:
1.Podemos aprender a ter bom senso, entendendo as palavras da inteligência e da sabedoria, assim como aprendemos a ser mansos e humildes. A criança, de modo geral, é imprudente, voluntariosa, insensata e voltada para o mal e o erro. Ela precisa ser ensinada e corrigida. As emoções da criança são desequilibradas e não guardam os limites. Ela é insensata e suas emoções são infantis e precisam crescer como o físico cresce. Um adulto infantil nas emoções é uma lástima tanto para si próprio, como para todos que o cercam. Acaba perdendo o respeito de todos e, automaticamente, será rejeitado, sendo motivo de chacotas e desrespeito. O “adulto-criança” dá trabalho e acaba se tornando indesejável e o seu fim é a solidão. Todo ser humano precisa crescer nas emoções, amadurecer e tornar-se moderado em tudo. A Bíblia fala no “espírito de moderação” ou “temperança”. 1:7. Em 2 Tim. 1:7 lemos: “Porque Deus não tem nos dado espírito de covardia, mas, de poder, de amor e MODERAÇÃO.” Em Fil.4:5 podemos ler: “Seja a vossa MODERAÇÃO conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”. E, também Rm.12:3 declara: “Porque pela Graça que me foi dada, digo a cada um de vós que não pense de si mesmo além do que convém, antes pense com MODERAÇÃO, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um”.
2.Devemos crescer na prudência, na sabedoria e no bom senso. O conhecimento da Palavra nos faz enxergar a beleza do verdadeiro procedimento e nos leva à maturidade espiritual. O espírito de moderação também chamado de domínio próprio é fruto do Espírito Santo. Leia Gálatas 5:22. E, pessoas que não são, naturalmente, dotadas de bom senso podem aprender com o Espírito Santo o verdadeiro proceder, segundo Deus.
3.Devemos vigiar e buscar a sabedoria com empenho. Há pessoas muito inteligentes, preparadas culturalmente e até conhecedoras da Palavra de Deus mas, são totalmente desprovidas de bom senso. Quando Salomão disse: “Filho meu: não se apartem essas coisas dos teus olhos” isso significa: vigie, presta atenção, fique ligado e pratique!! 
Os 3 passos indispensáveis para alcançarmos o bom senso é aprender, crescer e vigiar!!! Nunca se esqueça disso!!!
Saiba, meu querido irmão, que TODOS NÓS, precisamos aprender mais e mais, crescer muito mais ainda e vigiar de dia e de noite. Ninguém foge a essa regra!!! Daí, sim, poderemos gozar das fiéis promessas feitas por nosso bondoso Deus e Pai! Pense nisso! 
Que a Graça de Deus o capacite para alcançar o topo da sabedoria, da prudência e do bom senso por todos os dias de sua vida! 
Com amor,
Pra. Aline Castejón Mattar

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A figueira estéril.

Na Palavra de Deus muitas vezes o homem é comparado a árvores. O próprio Jesus declarou ser a videira verdadeira. (Jo 15). No Salmo 1, o homem é “comparado a árvore plantada junto às correntes das águas, suas folhas não murcham e no devido tempo dá o seu fruto”. A Palavra de Deus é a corrente de água viva, que permite conservar a nossa força e vigor, saúde e capacidade para dar muito fruto. Na parábola descrita em Lucas 9:6-9, Jesus coloca o dono da vinha e seu empregado num diálogo fantástico: o proprietário vem ao pomar e procura frutos na figueira e não tendo encontrado, declara ao servo que há 3 anos busca figos e não acha, pelo que ordena que o servo corte a figueira, pois é estéril e, inutilmente, ocupa a terra. Mas, o servo replica: “Não, Senhor, deixa a planta ainda este ano, eu vou cavar em redor dela e colocar estrume. Se vier a dar fruto, bem está, se não, mandarás cortá-la”. V. 8,9. Esta parábola contêm um grande ensinamento espiritual. Vejamos: 1. O dono da terra é o Senhor Deus. 2. O servo somos nós, os líderes, os ministros do Evangelho, os pastores etc. 3. A figueira em questão é uma vida que precisa ser tratada, cuidada, adubada, até que dê frutos. Primeiramente, todo homem precisa dar frutos dignos de arrependimento. Mat. 3: 8.Depois da conversão, o cristão começa a dar frutos pacíficos de justiça (2Co. 9:10); depois, o servo começa a dar frutos de santificação (Rom. 6: 22), que, durante toda a vida, são manifestos pelo fruto do Espírito Santo, Gal. 5:22. Finalmente, todos estes frutos saltam para a vida eterna e o galardão virá pelos frutos, apresentados diante do Senhor. O sábio Salomão declarou em Prov. 8: 19: “Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado e o meu rendimento melhor do que a prata escolhida”. O que significa isto? Nada levaremos desta vida. Jó disse que nu veio a este mundo e nu voltaria para Deus. Mas, o fruto de nosso trabalho, o fruto pacífico de nossos atos de justiça, o fruto do Espírito Santo em nós, deve ser demonstrado com gestos concretos de: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio ou temperança. Estes são os frutos que todo cristão deve manifestar no decurso de sua vida. O justo, que é odo aquele que é justificado pelo sacrifício de Jesus na Cruz, recebe o Espírito Santo e, se verdadeiramente tem o Espírito, saberá manifestar Seu fruto. Mas, o homem do mundo, o que pode manifestar? Ele está na carne, então obviamente manifestará as obras da carne. Quais são elas? Prostituição, impureza, lascívia (desejo exacerbado de prazer sexual), idolatria, feitiçaria, inimizades, brigas, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedeiras, glutonaria e outras coisas como estas. Paulo afirmou no capítulo 5 da Carta aos Gálatas, que quem pratica estas coisas de modo nenhum herdará o Reino de Deus. Se não herda o Reino, para onde que vai? Pense nisso! Mas, como devemos proceder para que os nossos frutos não sejam da carne e sim do Espírito. Temos a nosso favor, a maravilhosa Graça de Deus, que atua em nós, pelo favor de Jesus Cristo. Mas, também existe a nossa parte, que é o desejo intenso de estar sempre cheio do Espírito Santo, em continuo processo de santificação, sem o qual ninguém verá ao Senhor. Temos a impressão que poucos herdarão o reino, não é mesmo? Por isso mesmo, temos que ter lugar de arrependimento em nosso coração. Se não tivermos, devemos orar e pedir ao nosso Pai Criador: “Cria em mim, ó Deus, lugar de arrependimento”. Davi tinha o coração semelhante ao coração de Deus, porque tinha em si lugar de arrependimento. Todas as vezes que os nossos pés se resvalarem, devemos nos humilhar em oração perante o Senhor e confessar os nossos pecados, clamando pela graça salvadora e pelo perdão de Deus, como ensina Davi no Salmo 51. A figueira era estéril. Mas, o servo se prontificou a cuidar dela adubá-la, regá-la, enfim, estar atento à todas as suas necessidades. Este servo da Parábola, representa os líderes, os pastores, os diáconos, presbíteros etc, que precisam tomar as vidas estéreis e fracas em suas mãos, regando-as com a água pura da Palavra de Deus; com os adubos do conhecimento, do encorajamento, das orações, jejuns e todo tipo de cuidado: nas doenças precisam ser visitados e ungidos com óleo santo. Nas fraquezas precisam ser sustentados em oração e animados a prosseguir, sem desfalecer; quando pecam precisam ser exortados com amor, quando são tentados e caem, precisam de uma mão amiga para conduzi-los de volta ao Caminho do Senhor. Certamente, o Senhor Jesus virá buscar seus servos, porque prometeu a Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras, para sempre” Amós 8:7. Todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo? Precisamos chegar com um cesto de frutos maduros, que o Senhor possa receber e Se deleitar. Como estão as suas mãos? Vazias? Você tem frutos pacíficos de justiça e paz, de boas obras e de um serviço contínuo de amor? Cada crente precisa se conscientizar de
que precisa dar frutos, pois pelos frutos conheceremos quem serve a Deus e quem serve a carne. E isto será patente aos olhos de todos. Temos dupla responsabilidade: dar frutos que saltam para a vida eterna e, também, cuidar de quem não está dando fruto, como, amorosamente fez o servo do fazendeiro. Você está disposto a buscar a presença do Espírito Santo, para poder ser conduzido por Ele e, através dele dar muitos frutos para Deus? Você está disposto a orar mais para receber a maravilhosa graça de Deus, e, através dela, ter o poder de realizar a obra que nasce no coração de Deus? Você está disposto a confessar que os seus frutos são escassos e miúdos? Eu quero encorajá-lo para que você possa ser fecundo e frutífero em todos os dias de sua vida. Como está seu ministério? Tem havido frutos? Está prosperando? Tem crescido em qualidade, mas, também em quantidade? Você ministra na força e na unção do Espírito Santo? Você tem buscado a direção de Deus para todas as coisas ou tem agido segundo as emoções de sua carne? Lembre-se: “O espírito está pronto, mas, a carne é fraca”! Busque ao Senhor enquanto é tempo de poder achá-Lo! 

Pense nisso! 

Com amor, 

Pra. Aline Castejón Mattar

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O clamor de uma anciã.

Até quando, Senhor? Já não aguento mais e desfaleço na Tua presença. Esvaiu-se toda minha força. Meus olhos nadam em lágrimas e meus lábios se fecham. Minha boca está seca, o coração disparado e me doem os ossos das minhas costas. 
Até quando, Senhor? Clamo pelos justos que em Ti esperam. Clamo pela causa do necessitado. Ó Deus, ouve o meu clamor! Por que, Senhor? Responde-me! Ando gemendo por tantos anos de espera, ando encurvada pelo peso que carrego nos meus ombros. Ouve o meu clamor, Senhor Deus e Pai. Minha alma está abatida e meus pensamentos fogem como pássaros. Contudo, eu me lembro de que estou em Tuas mãos! 
Até, quando, Senhor, viverei nesse suspense? Ai de meus sonhos e propostas... Ai de meus planejamentos e intenções... Quando poderei realizá-los? Vai-se dia, vai-se noite, semanas e meses, anos e anos de angustiosa espera... Contudo, o Senhor é a minha força. O choro pode durar uma noite, mas, a alegria vem pelo amanhecer! As esperanças são renovadas a cada manhã, por causa da grande misericórdia de meu Deus!
Até quando, Senhor, sofrerei a afronta do inimigo? Até quando sofrerei a desconfiança dos que estão perto de mim? Até quando, Senhor, ficarei envergonhada diante do ímpio? Até quando, Senhor meu, sofrerei o desdém e a humilhação dos meus inquiridores? Até quando terei que responder aos que duvidam da razão da minha esperança? Até quando terei que dar explicações e satisfações aos que nada têm para me oferecer? Contudo, o Senhor me consola e derrama bálsamo e mel em minhas feridas interiores.
Até quando, Senhor, andarei tateando como fazem os bêbados entorpecidos e os cegos que não enxergam a luz? Até quando, Senhor, meus suspiros e meus ais, abafarão o meu grito no meio da noite? Contudo, Deus é o meu amparo, o arrimo da minha sorte, o meu bom Pastor e Aquele que me sustenta em Suas mãos.
Ah! Quem me dera ter asas como a águia! Eu voaria, voaria, alcançaria altura e pousaria nos pináculos das montanhas mais íngremes da terra!!! Ali faria meu ninho, longe das calamidades, das mentiras, dos subterfúgios, das desculpas que não me convencem e dos mistérios que não compreendo!
Ai, quem me dera poder olhar além do horizonte e além do véu, que encobre o arrebol das tardes tristes e sombrias! Ai, quem me dera compreender os desígnios de Deus e as Suas horas! Ai, quem me dera vislumbrar, ainda que de longe o que Senhor pretende com tudo isso... Contudo, aguardo o dia do BASTA! Deus sempre dá um basta em todas as coisas! É questão de tempo e o tempo de Deus é bem diferente do meu tempo! 
Lembra-Te de mim, Senhor, nas minhas aflições! Eu sei, Senhor, que Tu te importas comigo e conheces muito bem os meus limites e a minha estrutura!!! Tu sabes que eu sou pó e sou tão frágil! Minha alma está tão cansada, meu Pai, está tão sem alento, meu Deus e Senhor, contudo, olho para o céu e olho para os montes, contemplo os verdes das matas e o céu azul. Sinto a brisa e ouço o gorjeio dos pássaros, contemplo a dança das borboletas coloridas e me alegro com sua diversidade.
Até quando, Senhor? Essa pergunta bate e rebate no meu peito, ecoa por minha alma e insiste como uma goteira que pinga de gota a gota, sem parar... Ouço o silêncio de Deus, denso, compacto, impenetrável, profundo demais e absurdamente inquietante... Contudo, Cristo é a minha Paz. Ele me toma pela minha mão direita e me eleva a um alto retiro. Respiro aliviada e busco ouvir os sons do silêncio... E, pela última vez, ouço o eco longínquo das minhas palavras: até quando, quando, quando?

E, finalmente, decido por mim mesma me responder: até quando Deus quiser!

Pra Aline Castejon Mattar

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não olhe para trás...

“Jesus, porém, lhes responde: ninguém que,
tenha posto a mão no arado, olha para trás é apto para o Reino de Deus”. Lucas 9:62.

Você já reparou que a grande maioria das pessoas não termina o que começou? Estou falando de pessoas do mundo e da Igreja também. Que sensação de frustração deve encher esses corações! É horrível desistir na metade do caminho, pois isso denota fraqueza, fracasso, caráter fraco, negligência e desprezo por si mesmo.
Quando recebemos uma bênção, uma promessa ou incumbência de Deus, precisamos tomar  posse e lutar para alcançar a vitória!
Imagine se Neemias tivesse desistido de restaurar os muros de Jerusalém quando Tobias, Gesém e Sambalate chegaram para confundi-lo, amedrontá-lo e desafiá-lo? Imagine se Davi tivesse recuado quando Saul começou a persegui-lo? Imagine se Paulo tivesse desistido de seu ministério quando foi preso? Imagine se os servos de Deus tivessem recuado quando vieram as perseguições, martírios, prisões, açoites e fortes desalentos?
Nós devemos desistir, sim, é do pecado, da ignorância, dos mexericos, das fraquezas, do desânimo, da avareza, da negligência, das reclamações, das queixas, das questiúnculas, da preguiça, da carnalidade que nos assedia sempre e de tantos outros males!
Muitos desistem da Igreja em que nasceram e foram plantados e saem à procura de uma Igreja que satisfaça a sua vontade própria. Isso é o mesmo que desistir de Jesus, dos Seus planos, das Suas promessas e da obra que Ele confiou em suas mãos. Ademais também denota uma infidelidade muito grande com Aquele que deu a Sua vida por nós e a garantia da Vida indissolúvel e eterna. Nada justifica desistir das tarefas que o Senhor nos dá, pois de todas as coisas haveremos de prestar contas.
É o Senhor Deus que nos chama, que nos escolhe, capacita e levanta para a Sua obra. É o Senhor Deus que nos enche do poder do Seu Espírito Santo para implantar o Seu Reino na Terra. Que possamos tomar uma atitude de sabedoria, humildade e fé e que tenhamos mais temor do Senhor, levando mais a sério a Igreja do Senhor, as orações, o nosso compromisso com Deus nos Cultos e em nosso Ministério e os dons que o Senhor nos deu. Você foi 
chamado para ensinar? Então, prepare as suas aulas com capricho e amor. Você foi chamado para
evangelizar? Então, vá buscar as vidas que nesse mundo estão perdidas e desalentadas. Traga-as para a Igreja, cuide delas, evangelize seus familiares. Você foi escolhido para ser diácono? Pois cumpra seu diaconato com alegria e amor, porque coisa muito preciosa para Deus é ter um coração de servo.
Vamos olhar para Jesus e para os servos fiéis, verdadeiros heróis da fé e vamos imitá-los para que alcancemos corações sábios, o caráter de Cristo e a fé destemida. Arme-se da armadura do cristão, a fim de receber o poder e as virtudes de Jesus, para poder vencer as lutas do dia a dia. Saiba que será mais que vencedor! Seja firme e forte. Não se atemorize com as más notícias e lembre-se de que há galardão para você.
Que Deus o abençoe ricamente com a ousadia do Espírito e que você se sinta um privilegiado nas mãos do Todo Poderoso.
Com amor,
Pra. Aline C. Mattar

O medo, esse vilão!

“... Aquele que tem medo não é aperfeiçoado no amor. 1 Jo.4: 18.

Uma criança solitária experimenta muitos medos. Sua imaginação corre solta e ela fica vulnerável aos ataques das emoções desordenadas, dos tormentos e das fobias. Já a criança que está na presença dos pais, ou no colo de sua mãe nada teme e vai em frente com confiança, alegre e feliz. Assim é nossa vida com Deus. O indivíduo que não tem Deus é atormentado por fobias e sofre um pânico absurdo. Já o filho de Deus, que provou a bondade do Senhor e teve experiências com Ele sabe que está seguro e, Suas mãos. O medo se interpõe à fé e nos deixa desajustados e inseguros, fazendo-nos perder o controle da situação. “O medo produz muitos tormentos e aquele que tem medo não é aperfeiçoado no amor”. O que significa isso? A Palavra de Deus declara que o amor lança fora o medo. Você ama o Senhor de verdade? Muitos dizem que amam o Senhor, mas, com suas reações provam bem o contrário. Se amamos o Senhor, verdadeiramente, confiamos nEle, esperamos nEle e nos entregamos, incondicionalmente a Ele. Amor e entrega caminham de mãos dadas. Quem ama se entrega de corpo e alma. Quem ama, crê como Abraão, independentemente das circunstâncias. Ele tinha 100 anos, já não tinha virilidade alguma, pois a sua vida sexual estava amortecida. Contudo, creu na Palavra de Deus. 
Logo, a fé é uma ferramenta que dissipa os nossos medos interiores. Abraão, esperando contra a esperança creu e, através da sua fé, fortaleceu-se, dando glórias a Deus. Ora, se é a fé que nos fortalece, mais do que nunca precisamos ter fé nesses tempos trabalhosos.
Do que você tem medo? Do que pode lhe fazer o homem violento, dos assaltos, dos ladrões, dos sequestros, da velhice, da pobreza, da dependência de terceiros? Eu lhe digo que devemos ser precavidos, prudentes e, naturalmente, fazer a nossa parte, para que Deus possa nos abençoar. Mas, quem sabe você
tem medo da morte, do futuro ou do diabo, que nos rodeia, sem nos dar trégua? Eu lhe digo que para tudo isso a Bíblia tem as respostas. Medo da morte? Jesus venceu a morte e se você está em Cristo, ainda que morra, você viverá! Medo do futuro? Entrega o teu caminho ao Senhor, confie nEle e Ele tudo fará. Ele é Jeovah Jireh, o Deu provedor. O salmista disse que foi moço e que já era velho e que nunca viu o justo e a sua descendência mendigar o pão! Medo do diabo? Ah! Não perca tempo!!! Jesus já o derrotou e a sua cabeça foi esmagada pelos pés do Valente!!! O medo é um gigante da alma que precisa ser vencido, senão ele o vencerá!!! Quando foi que os homens da Bíblia sentiram medo? Darei alguns exemplos:
1. Adão depois de pecar teve medo e se escondeu. Gen 3:10.
2. Jacó teve medo de seu irmão, pois pecou contra ele. Gên 32:7.
3.Moisés fugiu da presença de Faraó, com medo, após ter matado o egípcio. Ex.2:15
4. Saul teve medo de Davi, por isso procurava matá-lo. 1 Sam. 18:29.
5. Herodes teve medo de João Batista, por isso, ordenou a sua morte. Mateus 14:1-12.
6.O servo inútil teve medo do homem nobre. Lc.19 21.
7. Os discípulos trancaram as portas e tiveram medo dos judeus. Jo.20:19.
Percebe como o medo está ligado ao pecado e à falta de fé? Donde se conclui que devemos, desesperadamente, orar a Deus e clamar por Seu perdão se, por caso pecarmos contra Ele. Adão pecou contra Deus, desobedecendo a Sua Palavra e teve medo; Jacó pecou contra seu irmão Esaú e teve medo de uma vingança; Saul pecou contra Davi; Herodes estava em pecado, por isso não suportou as denúncias do Profeta; o servo mau pecou contra o nobre que lhe confiou uma mina, por isso teve medo; os discípulos se trancaram em casa com medo dos judeus... Eles pecaram contra Jesus, não crendo em Suas palavras e promessas. 
E você? Do que tem medo? Creio que só de uma coisa podemos ter medo: dos nossos próprios pecados e carnalidades. Jesus declarou: “não tenham medo dos que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu vos mostrarei a quem devem temer: temei Aquele que, depois de matar o corpo, tem o poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos a esse deveis temer” Lucas 12:4,5. Percebe, o que Jesus quis ensinar às multidões?  São os nossos pecados que nos separam da presença de Deus; são os nossos pecados que abrem brechas para o diabo ter o direito de nos roubar, matar e destruir; são os nossos pecados que nos metem em pavor, horror e medo; são os nossos pecados que anulam a nossa fé e são os nossos pecados que provocam o pânico em nossa vida. Mas, tenho boas notícias para você:
1. “É a Graça de nosso Senhor Jesus Cristo que nos salva da ira vindoura. 1 Tess. 1:10. 
2. “A vitória que vence o mundo é a nosso fé”. 1 Jo.5:4.
3. “Não te mandei Eu? Sê forte e corajoso, não tenha medo, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares” Josué 1:9.
Josué tinha mil motivos para ter medo de tantos povos inimigos que rodeavam Canaã. Mas, confiando na Palavra do Senhor, ele os venceu a todos e tomou posse da Terra prometida. 
Seja forte e corajoso! Creia na Graça, fortaleça a sua fé e, de uma vez por todas, assuma compromisso irrevogável com o Senhor.
Que o Senhor o abençoe e aperfeiçoe para a glória de Deus.

Com amor, 

Pra. Aline c. Mattar