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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O que significa romper limites?

Vamos começar com uma lista de expressões que fascinam a uma infinidade de pessoas! Romper limites, ultrapassar obstáculos, vencer barreiras, superar desafios, quebrar paradigmas, etc...
Parece meio comum entre as pessoas, quando desafiadas procurarem mostrar sua capacidade de superar os desafios que lhe são propostos. Esta é uma questão muito pessoal. Me refiro aos limites. Cada pessoal tem um limite, cada pessoa tem um potencial, coisas assim.
Apenas para exemplificar o que estou dizendo, há algum tempo resolvi praticar uma atividade física para fugir do sedentarismo. Isto depois de fazer um exame de rotina na empresa onde trabalho e, depois da entrevista o médico escreveu na minha ficha: "sedentário". Fiquei chocado e decidi: "Preciso mudar isso". Foi então que tive a ideia de fazer algumas caminhadas. Comecei logo arrojado. Planejei voltar caminhando para casa após o dia de trabalho. Final de expediente, troquei o sapato social pelo tênis, a camisa pela camiseta, mochila nas costas e lá vou eu de volta para casa. Bacana, gostei da experiência. Cheguei em casa uma hora e meia depois de percorrer os quase 10 km entre minha casa e o trabalho. Desafio vencido! Provei a mim mesmo que eu era capaz de superar este limite. A façanha se repetiu por mais algumas vezes, até que percebi que caminhar 20 km em dois dias na semana não era mais um desafio. Resolvi então apertar o passo e comecei a correr. Tive que trocar o tênis que, a esta altura já não era mais adequado ao novo desafio. Comecei seguindo as orientações de um amigo, o Siqueirinha. Corredor nato, o Siqueirinha me disse: "Vá com calma! Comece correndo aos poucos". E assim foi. comecei correndo no intervalo entre um poste e outro, estes postes de iluminação. A coisa era assim: corre um, anda dois. E assim fui até em casa vencendo este novo desafio. Por algumas semanas este foi o meu ritmo, dois dias por semana, até que percebi que eu podia mais. Um belo dia, depois de algum tempo, resolvi arriscar correr direto. Me lembrei do "Forrest Gump". Foi fantástico superar aquela marca. Cheguei em casa em 58 minutos. Nada mal para alguém que havia sido classificado como sedentário. Daí tive que propor um novo desafio, precisava enfrentar a minha primeira prova de corrida de rua. E, na primeira oportunidade que eu tive, me inscrevi numa prova de 10 Km. Não foi fácil, mas eu venci.
Nem de longe eu vi o pódio, mas passei pela fila e recebi a minha medalha, com muito orgulho. Nunca mais parei. Hoje, novamente voltei do trabalho correndo e cheguei à conclusão de que posso ir mais longe. Decidi começar a treinar para correr a São Silvestre 2014. Legal, tenho condições de propor novos desafios a mim mesmo.
Mas aí cabe uma pergunta: Até onde posso ir com isso? Qual é o meu limite? Quais são os desafios que posso vencer sem ultrapassar os limites da minha capacidade?
Enquanto corria, fui pensando em como aplicar esta experiência em outras áreas da minha vida e percebi que todos os desafios seguem a mesma sistemática. Você vai sempre poder propor a você novos desafios até conseguir descobrir os seus limites.
E se eu dissesse pra você que todos os desafios que você enfrentou até agora podem estar muito abaixo da sua verdadeira capacidade? Que você pode ter criado barreiras para o seu crescimento a ponto de que isto tem atrapalhado você de conhecer sue próprios limites?
Interessante? Aprendi isto quando li a respeito de uma conversa do Profeta Jeremias com Deus. Jeremias estava indignado, cansado de lutar, cansado de enfrentar lutas e não conseguir resultados. Jeremias começou a observar que as coisas para ele eram mais difíceis do que para outra pessoas. Engraçado é que, em sua conversa, ele afirma que conhecia que Deus era justo, mas que deveria permitir que ele expressasse a sua dificuldade. Depois de muito reclamar e olhar a condição de outras pessoas, Deus resolve responder a Jeremias. Foi muito engraçada a resposta de Deus. Permita-me transcrever exatamente como na Bíblia para que seja bem original. "Se te afadigas em correr com os que andam a pé, como poderás lutar com os que vão a cavalo? Se não te sentes em segurança senão em terra tranquila, que farás na selva do Jordão?"  Jeremias 12.5 (Fonte: Bíblia - Versão Católica).
Vamos dividir a resposta em duas partes!
1) Se te afadigas em correr com os que andam a pé, como poderás lutar com os que vão a cavalo?
O que Deus queria dizer com isso? Que devemos rever os nossos limites.
Deus queria dizer a Jeremias que ele estava olhando para baixo, comparando-se a pessoas que estavam no mesmo nível que ele. Deus queria dizer a Jeremias o que dizemos atualmente: "você está nivelando por baixo". Ele reclamava de competir com pessoas que estavam a pé, como ele, quando na verdade Deus o queria competir com pessoas que estavam à cavalo!
Jamais podemos limitar Deus ao nosso campo de ação. Os limites de Deus sempre estarão acima dos nossos limites.
Quem se abate com pequenos problemas não está capacitado a enfrentar grandes desafios!
2) Se não te sentes em segurança senão em terra tranquila, que farás na selva do Jordão?
O que Deus queria dizer com isso? Que devemos andar em confiança.
Conforme relato de estudiosos, às margens do Jordão cresciam arbustos de folhagem muito densa e relativamente baixos. Por baixo destes arbustos viviam leões que podiam circular sem serem vistos por uma pessoa que andava pela floresta. Isto constituía um perigo enorme porque, qualquer pessoa que se aventurasse caminhar por entre as árvores, poderia ser atacada por um leão sem ter a menos chance de defesa. Novamente Deus propõe a Jeremias em uma situação bem mais complicada do que a que ele estava acostumado. "Se em terra de paz você não se sente seguro, como você vai fazer na floresta do Jordão?" (Bíblia - Versão Revista e atualizada). Deus queria dizer que Jeremias deveria andar em confiança. Algo como viver por fé e não por vista.
Concluo agora sugerindo a você rever os seus limites, em todos os sentidos. Perceba que suas decisões podem estar muito abaixo do que na verdade Deus propõe a você. Perceba que somente podemos enfrentar novos desafios quando confiamos inteiramente em Deus.
Deixe que Deus assuma o controle da sua vida. Viva novos e maiores desafios. Ouse! Use a sua fé. Creia em Deus. Confiando nele você pode muito mais.

Abraço

Pr Helio Morais

domingo, 1 de dezembro de 2013

Caminhando entre erros e desacertos

Nem sei como começar. Na verdade este título me pareceu o mais real de todos os que já escrevi. Enquanto pensava sobre isto me deparei com fatos que são a realidade que tantos estão vivendo nestes últimos tempos.
Caminhar entre erros e desacertos seria algo equivalente a dizer "indo de mal a pior" (colaboração do meu cunhado Gil). Não é muito difícil entender que são as decisões que tomamos no dia-a-dia que nos levam à construção do nosso futuro. Um futuro construído, passo-a-passo, dia-a-dia. Mesmo as decisões que julgamos pequenas, sem importância vão aos poucos nos conduzindo pelos caminhos que escolhemos para a nossa vida. Há quem diga que um erro não justifica o outro, mas infelizmente é isto que tem acontecido com tantas pessoas que conheço. Decisões equivocadas sucessivamente sem que haja uma chance sequer de romper um ciclo que já se arrasta por tempos incalculáveis. Tantos motivos para se arrepender de coisas que foram ditas, oportunidades perdidas, caminhos errados, etc.
A qualidade das nossas decisões definem o sucesso ou fracasso do nosso futuro.
Me lembrei de Jonas, o famoso profeta que desobedeceu as ordens de Deus e, em vez de seguir para Nínive, resolveu fugir para Társis, para bem longe do seu destino.
Conta a narrativa bíblica que Jonas decidiu fugir iniciando uma sucessão de erros que o levariam a perder completamente a capacidade de recomeçar.
Inicialmente, Jonas desce para o Porto de Jope e ali embarca em um navio rumo a cidade de Társis. A seguir, desce para o porão do navio onde mergulha em um profundo sono sem se importar com o que acontecia à sua volta. Nem percebeu que o navio onde estava foi envolvido por uma tempestade tão intensa que chegou a roubar a esperança até dos experientes marinheiros que comandavam o navio.
Acordado pelos homens que o descobriram depois de lançarem sortes para descobrirem quem seria o responsável por aquela situação, Jonas pede para ser lançado ao mar como única saída para salvara embarcação e seus passageiros. Que situação, mais uma vez Jonas é obrigado a ir mais fundo nesta caminhada de decisões equivocadas.
Lançado então ao mar, Jonas é engolido por um grande peixe. Jonas se vê envolto em um ambiente completamente inóspito, sem a menor perspectiva de encontrar o caminho de volta. É aí então que Jonas percebe que não há mais como sair desta. Tarde demais, as trevas haviam cercado Jonas para sempre no mais profundo abismo. Eram apenas trevas.
Somente depois de três dias, Jonas resolve clamar a Deus expressando os seus sentimentos. Vale observar que Jonas não pede nada em sua oração, apenas reconhece que somente Deus poderia novamente dar esperança aos seu coração tão distanciado.

E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.
Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim.
E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo.
As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.
Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia.
Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação. (Jonas 2:2-9)

Você pode conferir o final desta história mas não é preciso fazer muita força para entender que Deus
sempre tem um final feliz para a nossa história.
Não espere chegar a este ponto para interromper este ciclo de desacertos em sua vida. Permita hoje mesmo que Deus possa orientar os seus passos e possa conduzir novamente você a um caminho de reconstrução.
Deus ainda espera por você, com o mesmo coração de pai que espera o filho pródigo sem jamais perder a esperança de abraçá-lo novamente.


É tempo de recomeçar.


Com carinho,


Pr Helio Morais

sábado, 23 de março de 2013

Restabelecendo o Princípio da Obediência


Como Deus mantém a ordem no universo? Como Deus controla a natureza, impõe limites, estabelece leis e as regula de forma que o mundo não entra em colapso?
Enquanto lia o Livro "Autoridade Espiritual" (Watchman Nee - Editora Vida) me deparei com algumas verdades que, apesar de conhecê-las, jamais havia me deparado com a abordagem que me chocou profundamente.
Me lembrei das aulas de Termodinâmica na faculdade quando aprendi na "segunda lei da termodinâmica, a qual estabelece que a entropia tende a aumentar em um sistema isolado" (Fonte: Wikipedia). Em outras palavras, o universo caminha para o caos absoluto onde a energia tende a dissipar-se para alcançar uma condição de equilíbrio até que isto provoque a "morte térmica do universo".
Pensei comigo: "Foi isto mesmo que Deus projetou para a sua criação? Um final caótico onde toda a vida cessaria por uma dissipação incontida da energia criada por ele mesmo?"
Isto poderia render belíssimas discussões e controvérsias levando-se em consideração toda a teoria envolvida neste tão complicado assunto.
Nada disto entretanto interessa agora, basta apenas entender que todo o universo e também as suas leis de controle foram estabelecidos e estão sob completo domínio pela "AUTORIDADE DE DEUS".
Quando pensamos assim, entendemos que a autoridade de Deus abrange não apenas o universo físico mas também o mundo espiritual e as relações humanas.
Entendemos inclusive quando a Bíblia nos diz:: "O mundo jaz no maligno (I Jo 5.19).
Tudo isto está ligado à um conceito que aprendemos desde pequenos e que às vezes nos esquecemos com o passar do tempo: o PRINCÍPIO DA OBEDIÊNCIA.
Para compartilhar com vocês o que aprendi na leitura deste tão intrigante livro, gostaria de dividir o artigo em 3 etapas:
1) O esforço para recuperação do Princípio da Obediência
Seria o mesmo que "colocar a casa em ordem" começando por nós mesmos. Caberiam aqui algumas perguntas: Será que conseguimos identificar as autoridades estabelecidas por Deus em nossa rede de relacionamentos? Temos facilidade de obedecer às ordens destas autoridades mesmo quando não estão de acordo com nossos valores e convicções?
É preciso entender que a desordem no universo foi estabelecida desde a queda de Adão (Gn 2 e 3). Desde então o homem passou a sofrer as consequências da desobediência à uma ordem direta de Deus e começou a agir pelo princípio da rebeldia.
O homem foi reprovado no teste proposto por Deus para avaliar a sua capacidade de obedecer. E, por incrível que pareça, até hoje erramos neste mesmo ponto. Temos uma dificuldade enorme de obedecer à autoridades, seja ela a autoridade direta de Deus ou às autoridades constituídas.
Isto é manifesto de forma muito clara quando criticamos ou questionamos as autoridades políticas, familiares, eclesiásticas, trabalhistas, etc.
Quando fazemos isto estamos contribuindo para o estabelecimento do caos e infringindo um princípio estabelecido por Deus que é o Princípio da Obediência.
O estabelecimento da autoridade de Deus é feito através de uma verdadeira matriz interligada (teia) da qual fazemos parte não apenas como agentes passivos mas também ativos. Precisamos entender que a ordem apenas pode ser mantida quando trabalhamos no desenvolvimento e maturidade das interfaces dos nosso relacionamento com Deus e com os homens.
Isto faz sentido pra você? Enquanto refletia sobre isto, tudo começou a fazer sentido e me vi envolvido por um planejamento estratégico de Deus para estabelecimento da sua autoridade e também um responsável por fazer o sistema funcionar adequadamente.
É muito fácil criticar quem está no comando, difícil é assumir a responsabilidade e descobrir qual seria a nossa postura se estivéssemos naquela posição lutando contra alguém que está tentando desestabilizar  o sistema.
2) Conhecer e andar sob a vontade de Deus
A vontade de Deus é perfeita. Se conseguimos viver uma vida direcionada pelos planos de Deus, não temos dificuldades de entender e enfrentar os desafios. Compreendemos que "todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28)
Aí vai um ponto onde caímos em contradição: como podemos cumprir a vontade de Deus para estabelecimento da sua autoridade se as nossas atitudes contribuem para o estabelecimento do caos?
Como podemos cumprir a vontade de Deus se não conseguimos contribuir com o estabelecimento da ordem de Deus para estabelecimento da sua autoridade? Não podemos dizer que servimos a Deus  e andamos segundo a sua vontade quando na verdade agimos segundo o princípio da rebeldia. Duro isto, não é? Mas é verdade.
3) Viver com sensação de liberdade
Estranho? É verdade, também achei estranho quando escrevi o tópico. Não temos que fazer julgamentos constantes sobre o bem e o mal quando cumprimos a vontade de Deus. Simplesmente temos que obedecer estarmos sujeitos à sua autoridade.
Quando nos submetemos à autoridade de Deus e entendemos o nosso papel na rede de relacionamentos estabelecida por Deus, compreendemos o propósito de Deus para cada situação que vivemos. Às vezes esta compreensão não é imediata. Eu diria que, para ser bem sincero, os propósitos de Deus quase nunca são claros à primeira vista. Temos muita dificuldade de aceitar certas coisas e entender certos acontecimentos. Cuidado, isto pode ser um teste à nossa obediência.
Isto então explica a sensação de liberdade: não temos que nos preocupar com as circunstâncias ou as turbulências que afetam o nosso dia-a-dia, basta apenas reconhecer que a mesma autoridade que rege o universo também controla a nossa vida.

Aí vão algumas dicas de Watchman Nee:

a) Tenha um espírito de obediência
b) Pratique a obediência: alguns indivíduos são como selvagens que simplesmente não conseguem obedecer. Mas aqueles que são educados não se sentem embaraçados onde quer que sejam colocados. Naturalmente vivem a obediência.
c) Aprenda a exercer a autoridade concedida: aquele que trabalha para Deus não só precisa aprender a obedecer à autoridade mas também deve aprender a exercer a autoridade que lhe foi concedida por Deus em sua rede de relacionamentos.

Abraço,


Nota: o texto com as letras em Itálico foi extraído do Livro "Autoridade Espiritual" de Watchman Nee (Editora Vida) traduzido do original em inglês "Spiritual Authority" (Christian Fellowship Publishers, Inc.)


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segunda-feira, 11 de março de 2013

É o que tem para hoje


Você já deve ter ouvido esta expressão milhares de vezes. Uma rápida pesquisa no Google nos indica que muitas vezes esta expressão está ligada à comidas. Normalmente usada para indicar um cardápio específico do dia ou até para justificar alguma falta de opção.
Inicialmente não me parece uma expressão muito negativa.
Entretanto, além de ser utilizada no contexto acima, tenho visto inúmeras vezes esta expressão ser usada para definir situações que não são muito agradáveis no dia-a-dia. Por exemplo, uma solução temporária para um problema, uma solução que ameniza mas não resolve, um emprego que não era o que se esperava mas "serve", etc...
Neste contexto, quando começa a analisar mais cuidadosamente as vezes que a ouvi, percebo se tratar de algo extremamente degradante.
Está normalmente ligada à conformismo, insatisfação, negativismo, contentamento parcial. Pessoas que a usam neste contexto querem dizer: 
"Não era o que eu esperava, mas é tudo que posso fazer" ou 
"Se não pode ser melhor, que seja assim mesmo"
"Não posso fazer nada para melhorar isto, então vamos em frente" ou tantos outros significados parecidos com estes...
Consegue perceber o negativismo envolvido por trás destas situações?
Enquanto refletia sobre isto, me veio à mente um episódio um tanto interessante. No livro de Daniel 1.1-21 lemos a história de quatro jovens de linhagem real que foram selecionados pelo Rei Nabucodonosor para serem treinados na cultura dos caldeus e servirem em seu palácio. Era uma situação de escravidão, mas como estes rapazes eram de linhagem real e eram cultos, o rei determinou que durante o processo de treinamento eles fossem servidos com  a mesma comida servida no palácio. Seriam tratados como verdadeiros príncipes participando de todas as iguarias que eram servidas ao rei. Não parecia ruim, era a mesma comida servida para o rei. E, qual o pecado que há nisto? Será que eu poderia usar aqui a expressão "É o que tem para hoje?" Não parece perfeitamente aplicável?
A reação normal de algumas pessoas seria se conformar com a situação e participar do esquema já que não poderiam fazer nada, já que era o que tinha para o momento.
Entretanto não foi isto que fizeram aqueles quatro jovens. Daniel pede ao responsável pelo cardápio para lhes servirem legumes e água, o que foi imediatamente rejeitado. Claro, quem trocaria as iguarias servidas no palácio por legumes e água? Daniel propõe então fazer um teste durante dez dias, ao fim dos quais haveria uma avaliação. Qual não foi a surpresa do mordomo ao terminar o prazo e perceber que a aparência dos jovens era muito melhor que a dos outros tantos que não seguiram a mesma dieta. Mais do que isto, terminado o treinamento, estes jovens foram apresentados ao rei que ficou impressionado com o resultado. Eles eram dez vezes mais inteligentes que os outros que passaram pelo mesmo treinamento.
O que posso aprender com isto?
Existem situações em nossa vida que nos levam a pensar que não existem outras possibilidades, outros caminhos, outras saídas. Aí, algumas pessoas apelam para esta tão famosa expressão: "É o que tem para hoje", e se conformam com qualquer coisa que encontram pela frente, se sentem impotentes diante de determinada situação e entram de cabeça sem medir as consequências de comprometer o seu compromisso com Deus e os seus valores.
Quantas pessoas fracassadas por aceitarem situações humilhantes e degradantes, por se conformarem e dizerem a si mesmas "É o que tem para hoje".
Pessoas que perdem a bênção de Deus por aceitarem participar das "iguarias do rei" e não preservarem a sua comunhão e compromisso com Deus. Pessoas que perdem a bênção de Deus por se precipitar e aceitar o que vem pela frente.
Convido você a mudar este quadro e seguir o exemplo destes quatro jovens. Não se deixe convencer de que não há outras alternativas, não se conforme com "meias soluções", não troque a bênção de Deus por uma solução imediatista que pode comprometer a sua integridade.
Creia que Deus tem algo melhor pra você, creia que as promessas de Deus são reais e só acontecem no tempo certo, creia que o melhor de Deus para você ainda está por vir.
Creia que, passados os dias de teste, Deus tem algo muito especial preparado pra você. 
Risque do seu vocabulário a expressão:"É o que tem para hoje".

Abraço


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