segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O clamor de uma anciã.

Até quando, Senhor? Já não aguento mais e desfaleço na Tua presença. Esvaiu-se toda minha força. Meus olhos nadam em lágrimas e meus lábios se fecham. Minha boca está seca, o coração disparado e me doem os ossos das minhas costas. 
Até quando, Senhor? Clamo pelos justos que em Ti esperam. Clamo pela causa do necessitado. Ó Deus, ouve o meu clamor! Por que, Senhor? Responde-me! Ando gemendo por tantos anos de espera, ando encurvada pelo peso que carrego nos meus ombros. Ouve o meu clamor, Senhor Deus e Pai. Minha alma está abatida e meus pensamentos fogem como pássaros. Contudo, eu me lembro de que estou em Tuas mãos! 
Até, quando, Senhor, viverei nesse suspense? Ai de meus sonhos e propostas... Ai de meus planejamentos e intenções... Quando poderei realizá-los? Vai-se dia, vai-se noite, semanas e meses, anos e anos de angustiosa espera... Contudo, o Senhor é a minha força. O choro pode durar uma noite, mas, a alegria vem pelo amanhecer! As esperanças são renovadas a cada manhã, por causa da grande misericórdia de meu Deus!
Até quando, Senhor, sofrerei a afronta do inimigo? Até quando sofrerei a desconfiança dos que estão perto de mim? Até quando, Senhor, ficarei envergonhada diante do ímpio? Até quando, Senhor meu, sofrerei o desdém e a humilhação dos meus inquiridores? Até quando terei que responder aos que duvidam da razão da minha esperança? Até quando terei que dar explicações e satisfações aos que nada têm para me oferecer? Contudo, o Senhor me consola e derrama bálsamo e mel em minhas feridas interiores.
Até quando, Senhor, andarei tateando como fazem os bêbados entorpecidos e os cegos que não enxergam a luz? Até quando, Senhor, meus suspiros e meus ais, abafarão o meu grito no meio da noite? Contudo, Deus é o meu amparo, o arrimo da minha sorte, o meu bom Pastor e Aquele que me sustenta em Suas mãos.
Ah! Quem me dera ter asas como a águia! Eu voaria, voaria, alcançaria altura e pousaria nos pináculos das montanhas mais íngremes da terra!!! Ali faria meu ninho, longe das calamidades, das mentiras, dos subterfúgios, das desculpas que não me convencem e dos mistérios que não compreendo!
Ai, quem me dera poder olhar além do horizonte e além do véu, que encobre o arrebol das tardes tristes e sombrias! Ai, quem me dera compreender os desígnios de Deus e as Suas horas! Ai, quem me dera vislumbrar, ainda que de longe o que Senhor pretende com tudo isso... Contudo, aguardo o dia do BASTA! Deus sempre dá um basta em todas as coisas! É questão de tempo e o tempo de Deus é bem diferente do meu tempo! 
Lembra-Te de mim, Senhor, nas minhas aflições! Eu sei, Senhor, que Tu te importas comigo e conheces muito bem os meus limites e a minha estrutura!!! Tu sabes que eu sou pó e sou tão frágil! Minha alma está tão cansada, meu Pai, está tão sem alento, meu Deus e Senhor, contudo, olho para o céu e olho para os montes, contemplo os verdes das matas e o céu azul. Sinto a brisa e ouço o gorjeio dos pássaros, contemplo a dança das borboletas coloridas e me alegro com sua diversidade.
Até quando, Senhor? Essa pergunta bate e rebate no meu peito, ecoa por minha alma e insiste como uma goteira que pinga de gota a gota, sem parar... Ouço o silêncio de Deus, denso, compacto, impenetrável, profundo demais e absurdamente inquietante... Contudo, Cristo é a minha Paz. Ele me toma pela minha mão direita e me eleva a um alto retiro. Respiro aliviada e busco ouvir os sons do silêncio... E, pela última vez, ouço o eco longínquo das minhas palavras: até quando, quando, quando?

E, finalmente, decido por mim mesma me responder: até quando Deus quiser!

Pra Aline Castejon Mattar

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não olhe para trás...

“Jesus, porém, lhes responde: ninguém que,
tenha posto a mão no arado, olha para trás é apto para o Reino de Deus”. Lucas 9:62.

Você já reparou que a grande maioria das pessoas não termina o que começou? Estou falando de pessoas do mundo e da Igreja também. Que sensação de frustração deve encher esses corações! É horrível desistir na metade do caminho, pois isso denota fraqueza, fracasso, caráter fraco, negligência e desprezo por si mesmo.
Quando recebemos uma bênção, uma promessa ou incumbência de Deus, precisamos tomar  posse e lutar para alcançar a vitória!
Imagine se Neemias tivesse desistido de restaurar os muros de Jerusalém quando Tobias, Gesém e Sambalate chegaram para confundi-lo, amedrontá-lo e desafiá-lo? Imagine se Davi tivesse recuado quando Saul começou a persegui-lo? Imagine se Paulo tivesse desistido de seu ministério quando foi preso? Imagine se os servos de Deus tivessem recuado quando vieram as perseguições, martírios, prisões, açoites e fortes desalentos?
Nós devemos desistir, sim, é do pecado, da ignorância, dos mexericos, das fraquezas, do desânimo, da avareza, da negligência, das reclamações, das queixas, das questiúnculas, da preguiça, da carnalidade que nos assedia sempre e de tantos outros males!
Muitos desistem da Igreja em que nasceram e foram plantados e saem à procura de uma Igreja que satisfaça a sua vontade própria. Isso é o mesmo que desistir de Jesus, dos Seus planos, das Suas promessas e da obra que Ele confiou em suas mãos. Ademais também denota uma infidelidade muito grande com Aquele que deu a Sua vida por nós e a garantia da Vida indissolúvel e eterna. Nada justifica desistir das tarefas que o Senhor nos dá, pois de todas as coisas haveremos de prestar contas.
É o Senhor Deus que nos chama, que nos escolhe, capacita e levanta para a Sua obra. É o Senhor Deus que nos enche do poder do Seu Espírito Santo para implantar o Seu Reino na Terra. Que possamos tomar uma atitude de sabedoria, humildade e fé e que tenhamos mais temor do Senhor, levando mais a sério a Igreja do Senhor, as orações, o nosso compromisso com Deus nos Cultos e em nosso Ministério e os dons que o Senhor nos deu. Você foi 
chamado para ensinar? Então, prepare as suas aulas com capricho e amor. Você foi chamado para
evangelizar? Então, vá buscar as vidas que nesse mundo estão perdidas e desalentadas. Traga-as para a Igreja, cuide delas, evangelize seus familiares. Você foi escolhido para ser diácono? Pois cumpra seu diaconato com alegria e amor, porque coisa muito preciosa para Deus é ter um coração de servo.
Vamos olhar para Jesus e para os servos fiéis, verdadeiros heróis da fé e vamos imitá-los para que alcancemos corações sábios, o caráter de Cristo e a fé destemida. Arme-se da armadura do cristão, a fim de receber o poder e as virtudes de Jesus, para poder vencer as lutas do dia a dia. Saiba que será mais que vencedor! Seja firme e forte. Não se atemorize com as más notícias e lembre-se de que há galardão para você.
Que Deus o abençoe ricamente com a ousadia do Espírito e que você se sinta um privilegiado nas mãos do Todo Poderoso.
Com amor,
Pra. Aline C. Mattar